Comendo pelas beiradas

Depois de estrear com comédia na televisão, Igor Angelkorte vive personagem mais introspectivo

iG Minas Gerais | Anna Bittencourt |

Dever de casa. Para o seu papel na trama de Glória Perez, Igor está estudando sobre os psicopatas
Jorge Rodrigues Jorge/CZN
Dever de casa. Para o seu papel na trama de Glória Perez, Igor está estudando sobre os psicopatas

Com o brilho no olhar de quem está vendo sua carreira na teledramaturgia ganhar forma e conteúdo, Igor Angelkorte se prepara para interpretar Ivan, em “Dupla Identidade”. Após dar vida ao engraçado e desajeitado Marcelo de “Além do Horizonte”, o ator será o melhor amigo de Edu, um psicopata interpretado por Bruno Gagliasso na série de Gloria Perez que estreia em setembro na Globo. Na história, o protagonista esconde de todos, inclusive de Ivan, seu lado serial killer. “Fiquei muito feliz com o convite porque é totalmente diferente do meu primeiro personagem na TV. Lá, era focado na comédia, agora vai ser um suspense”, comemora ele, que, apesar de já ter grande experiência no teatro, encara seu segundo trabalho na TV.

A diferença entre os personagens, inclusive, surpreendeu Igor na hora em que recebeu o convite do produtor de elenco Chico Accioly. “Ele me disse que conhecia meu trabalho do teatro e, por isso, me chamou para fazer um teste para a série”, comemora. Ter a chance de se encaixar em diversos tipos de tramas, inclusive, é uma prioridade na carreira do ator e um dos aspectos que mais cuidou ao fim das gravações de “Além do Horizonte”. "Fazer comédia foi um ponto fora da curva e um grande desafio para mim. Poder fazer um personagem mais dramático é muito especial”, garante. No entanto, ele diz que a ansiedade é a mesma sentida em sua estreia na TV. “Agora entendo mais a indústria. Mas começo sempre do zero. Me sinto um ignorante, me vejo no escuro. Não há garantia de que seja bacana de novo”, opina.

Apesar de faltar cerca de dois meses para a estreia de “Dupla Identidade”, as gravações já foram iniciadas. Segundo Igor, o fato de ser uma produção curta faz com que o trabalho fique mais leve e melhor cuidado. “Estamos fazendo tudo aos poucos. Dá tempo de perceber todo o processo. É mais artesanal, não é tão industrializado quanto as novelas”, compara. Para entender sobre seu papel na trama de Glória Perez, o ator entrou a fundo no universo dos psicopatas. Livros, filmes e documentários sobre serial killers viraram um tipo de “dever de casa”.

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