Trama urbana e naturalista

Sem firulas ou grandes ousadias, folhetim “Império” destaca tom mais realista do autor Aguinaldo Silva

iG Minas Gerais | Geraldo Bessa |

João Pedro quer assumir a Império
GLOBO/Alex Carvalho
João Pedro quer assumir a Império

Reinventar-se foi a solução que Aguinaldo Silva encontrou para continuar criando. E o autor encara “Império”, novela que estreia na próxima segunda-feira, como uma espécie de terceira parte de sua trajetória na TV. Depois de passear por tramas nordestinas de forte teor fantástico nos anos 90 e ressurgir mais realista e tradicional nos anos 2000, o escritor retorna ao horário das nove pretendendo ser ainda mais urbano e naturalista. Tudo, é claro, ao seu modo. “A trama tem tudo o que esperam de uma novela minha: humor carregado de ironia, personagens fortes e grandes dramas. Mas o meu olhar é outro, menos exagerado e mais a favor do que é coerente para a história. É um reinício, um trabalho bem diferente de tudo que já fiz”, diz. Outro ponto que distancia o novo folhetim é a troca de direção. Sai Wolf Maya, responsável por êxitos como “Senhora do Destino” e “Duas Caras”, e entra Rogério Gomes, diretor mais identificado com o horário das seis. “Gosto do tratamento mais denso com que Rogério conduz a obra. Minha novela precisava desse carga a mais de verdade”, acredita.

O primeiro passo para a nova dupla foi encontrar afinidade entre texto e estética, além de coesão na hora de escolher o elenco, que foi gerado a partir da escalação de Alexandre Nero para protagonista da história. Em “Império”, o ator é o comendador José Alfredo. De origem pobre, nos anos 80, o jovem se utilizou de meios escusos para fazer dinheiro no garimpo. Após muitas falcatruas e alguns desafetos, ressurge como um empresário famoso e excêntrico, comerciante de pedras preciosas e dono da rede de joalherias Império. Casado com Maria Marta (Lília Cabral), uma aristocrata falida, ele é pai de três filhos: João Pedro (Caio Blat), Maria Clara (Andréia Horta) e João Lucas (Daniel Rocha). “O lar dessa família é totalmente desfeito. A mulher só quer saber de gastar, e os filhos só pensam em herança. O poder que José Alfredo sempre quis ter é o que causa sua infelicidade”, analisa Nero.

Para as cenas da primeira fase da história, que dura cerca de quatro capítulos e é ambientada entre garimpos e Santa Teresa, bairro central do Rio de Janeiro, a equipe do folhetim “Império” passeou pela capital carioca, subiu a Serra Fluminense para chegar a Petrópolis e captou muitos takes nas cachoeiras e montanhas de Carrancas, interior de Minas Gerais.

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