Ambientes conectados

Espaços no loft devem dialogar entre si, sem abrir mão da estética e da funcionalidade

iG Minas Gerais | Ana Paula Braga |

No projeto de Marina Dubal, a mistura de referências e estilos no décor dão vida ao loft
henrique queiroga/Divulgação
No projeto de Marina Dubal, a mistura de referências e estilos no décor dão vida ao loft
A regra é diminuir o número de paredes e conectar todos os ambientes. Sala de estar com a cozinha, quarto com banheiro... O morador de um loft deve ter uma visão bastante clara de tudo que está ao seu redor. Nesse caso, a ideia de delimitar os espaços, que é bem diferente de isolar, pode ser uma alternativa para ter um pouco mais de privacidade.    Móveis como biombos e estantes vazadas, divisórias de vidro ou uma peça curinga são artifícios capazes de garantir certa intimidade aos moradores. “Menos sempre é mais em espaços pequenos. A decoração de um loft, por exemplo, deve ser fruto de um projeto minucioso. Isso porque espaços menores precisam de um esforço maior para se tornar aconchegantes”, ressalta a arquiteta Marina Dubal, do escritório DAD Arquitetura e Design.   Nos últimos anos, cerca de 90% dos projetos desenvolvidos pela designer de ambientes Alessandra Henrique são pedidos de clientes que moram em apartamentos pequenos. Uma garagem e até mesmo um quartinho nos fundos da casa também foram transformados em belos lofts.   “Percebo que as pessoas ficam perdidas em relação à decoração e encontram uma boa solução nos móveis planejados, que são grandes aliados para garantir praticidade no dia a dia e beleza aos espaços. Além disso, eles conseguem fazer os poucos metros quadrados do imóvel renderem, sem prejudicar a circulação”, observa.    Estética A arquiteta Estela Netto segue a mesma linha e afirma que os móveis planejados são criados e executados de forma a atender as demandas específicas do espaço, sendo que, muitas vezes, são melhores e mais eficazes do que os móveis prontos.   “Como os lofts são partidos arquitetônicos pequenos, esse tipo de móvel é essencial. Móveis com dupla função também são peças curinga nesse tipo de projeto, pois podem atender, de forma diferente, as demandas dos espaços que se encontram integrados, mas que possuem funções distintas”, explica.   Sem dúvida, esse estilo de moradia compartilhada e aberta permite maior liberdade nas composições. Para que o loft ganhe uma estética mais arejada, uma das premissas básicas é tentar mantê-lo em ordem e não pecar com os excessos de adornos, móveis e objetos expostos, para que o visual não fique sobrecarregado ou poluído demais.   “Como se trata de um espaço diminuto, abusar de soluções de marcenaria e móveis com função delimitadora pode deixar o espaço recheado de informação e proporcionar um desconforto visual. Sendo assim, contar com a ajuda de um profissional para que os espaços sejam funcionais e, ao mesmo tempo, esteticamente bonitos é fundamental”, aconselha Estella.   A falta de espaço também não é desculpa para deixar as plantas de lado. Um cantinho ensolarado da sala, da cozinha e até no quarto são mais do que suficientes para cultivar diversas espécies. Jardins verticais ou hortas suspensas são a escolha certa para usar e abusar em lofts que necessitam de um aspecto mais natural na decoração. Fica a dica. 

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