Dunga, Tite e Muricy são os favoritos à vaga de Felipão

CBF já confirmou que novo treinador já foi escolhido e será apresentado na próxima terça-feira

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

LEONARDO LARA / O TEMPO
undefined

Novo diretor de seleções da CBF, Gilmar Rinaldi define entre este sábado e domingo o nome do sucessor de Luiz Felipe Scolari. Três treinadores estão no páreo: Dunga, Tite e Muricy Ramalho. Não será surpresa se ele optar por um quarta via. O anúncio oficial está previsto para esta terça-feira na sede da CBF, no Rio. Dos três candidatos, o nome de Dunga ganhou força nesta sexta. Dispensado após a Copa do Mundo de 2010, o treinador teria sido bem aceito por José Maria Marin, presidente da CBF, e Marco Polo Del Nero. Gilmar Rinaldi e Dunga são amigos, jogaram juntos no Internacional e na seleção brasileira. Nas últimas semanas, Dunga foi alvo da Federação Venezuelana de Futebol (FVF), que gostaria de ter o treinador comandando a sua seleção. A ideia de um técnico estrangeiro partiu do próprio presidente Nicolás Maduro, que queria o brasileiro, ou o argentino Diego Maradona, como técnico da seleção venezuelana. O político daria o respaldo financeiro e tratou de dar liberdade para a entidade negociar o acerto. Com isso, Rafael Esquivel, presidente da FVF, conversou pessoalmente com Dunga durante a Copa do Mundo no Brasil e, nesse encontro informal em São Paulo, manifestou para o treinador o interesse da seleção venezuelana. Desde o princípio Dunga não se mostrou muito animado, quis saber de valores e, na continuação das negociações, a FVF enviou uma carta em português para o treinador dando mais detalhes da proposta. Só que Dunga não chegou a dar uma resposta oficial e, cansada de esperar, a entidade anunciou na última quinta a contratação de Noel Sanvicente para substituir Cesar Farías, que comandou a seleção de 2007 até dezembro do ano passado. A informação que Dunga havia sido convidado por Gilmar Rinaldi foi divulgada pela rádio Jovem Pan nesta sexta. Assim que o nome do treinador caiu nas redes sociais, a rejeição foi grande. No Twitter, a hashtag #xodunga ficou entre os "trending topics" (assuntos mais comentados) do Brasil e uma das mais usadas em São Paulo. Na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, Dunga teve atritos com jornalistas da TV Globo, principal parceira da CBF nos direitos de transmissão dos jogos da seleção. MURICY EM DÚVIDA - Outro candidato ao cargo é Muricy Ramalho. Gilmar Rinaldi tem boas relações com o São Paulo, clube que defendeu nos anos de 1980. Muricy, porém, não parece muito disposto a encarar a empreitada, caso seja convidado. “Não sei (dirigir a seleção), me conheço bem, tem que ser mais ou menos o que eu penso do futebol. Tem algumas coisas que eu não aceito, e não sei, isso aí só vendo. Sou meio São Tomé, tem que ver para crer. É uma experiência que nunca tive, só posso responder se um dia estiver lá” disse o treinador. “Eles têm que decidir lá, estou aqui feliz no São Paulo, concentrado no que estou fazendo aqui”. Preferido pelo torcedor para assumir a seleção, segundo pesquisas, Tite ainda não se manifestou. O técnico optou por não trabalhar em clubes desde que deixou o Corinthians em dezembro do ano passado. Uma corrente na CBF não gostaria de ver Tite na seleção por sua estreita ligação com Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians e desafeto de Marco Polo Del Nero, presidente eleito da CBF para assumir o comando em abril de 2015. Leonardo, cotado para ser o diretor de seleções antes de Gilmar Rinaldi ser nomeado, tem seu nome entre os especulados para a sucessão de Felipão. Leonardo foi treinador do Milan e da Internazionale. Atuou ainda como diretor executivo de futebol do Paris Saint-Germain. Zico também foi bem mencionado nas pesquisas. Apareceu em segundo lugar, com 19%, no recente levantamento do Datafolha entre os torcedores de todo o País. Com boa experiência na função de treinador, Zico, porém, não é dos que comungo com jeito de governar de Marin e Del Nero na CBF. Sem muita força entre os candidatos, Vanderlei Luxemburgo não teria recebido nenhuma sondagem de Gilmar Rinaldi. Sem clubes desde novembro do ano passado, Luxemburgo defende a tese de que o Brasil precisa valorizar as categorias de base.