Além da literatura, Rubem Alves tinha paixão especial pela educação

Um dos intelectuais mais respeitados do Brasil, com livros sobre teologia, filosofia, além de crônicas, Rubem defendia que professores precisavam aprender a instigar os alunos à pesquisa e à curiosidade

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Rubem Alves em foto de família.
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Rubem Alves em foto de família.

Um dos intelectuais mais respeitados do Brasil, Rubem Alves publicou textos em jornais e revistas do país e trabalhou como cronista, pedagogo, poeta, filósofo, ensaísta, teólogo, acadêmico, contador de histórias, autor de livros infantis e até psicanalista. Os dados são de sua página oficial na internet.

Em entrevistas, Rubem costumava dizer que o trabalho como escritor realizava o sonho fracassado de ser músico. Como referências, Rubem citava Nietzsche, T. S. Eliot, Kierkegaard, Angelus Silésius, Camus, Lutero, Agostinho, Guimarães Rosa, Saramago, Tao Te Ching, o livro de Eclesiastes, Bachelard, Octávio Paz, Borges, Barthes, Michael Ende, Fernando Pessoa, Adélia Prado e Manoel de Barros.

Obras O escritor ganhou especial respeito com as obras infantis, já que ele também era educador. Entre elas, estão "A volta do pássaro encantado" e "A pipa e a flor". Além disso, ele escreveu sobre teologia, filosofia, além de crônicas.

É autor de "Tempus fugit", "O quarto do mistério" e "A alegria de ensinar", dentre diversos outros. Em 2009, o escritor ficou em 2º lugar do Prêmio Jabuti na categoria Contos e Crônicas, com o livro "Ostra Feliz Não Faz Pérola".

Educação Como educador, que o escritor considerava uma paixão, ele escreveu certa vez: "Educar não é ensinar matemática, física, química, geografia, português. Essas coisas podem ser aprendidas nos livros e nos computadores. Dispensam a presença do educador. Educar é outra coisa. [...] A primeira tarefa da educação é ensinar a ver. [...] Quem vê bem nunca fica entediado com a vida. O educador aponta e sorri – e contempla os olhos do discípulo. Quando seus olhos sorriem, ele se sente feliz. Estão vendo a mesma coisa. Quando digo que minha paixão é a educação estou dizendo que desejo ter a alegria de ver os olhos dos meus discípulos, especialmente os olhos das crianças".

Há dois anos, em participação em programação da Globo News, Alves defendeu que a educação brasileira necessita de mudanças. Segundo ele, o professor precisa aprender a provocar a curiosidade e a pesquisa no aluno.

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