Atitude do terapeuta não pode ser a mesma do médico

iG Minas Gerais |

Boston. O projeto do Beth Israel nasceu do OpenNotes, programa de Tom Delbanco, professor de medicina em Harvard, e colegas, que disponibilizou as observações médicas a 22 mil pacientes em três instituições. Mais sistemas estão adotando o modelo. Pelo menos três milhões de pacientes agora têm acesso rápido às anotações da consulta, incluindo observações e recomendações.

Porém, mesmo essas instituições hesitaram ao dividir as notas com pacientes com problemas mentais. Críticos citaram preocupações em termos de saber se a leitura poderia promover ansiedade e até mesmo rejeição do tratamento.

Embora os pacientes tenham há um bom tempo direito de acesso à ficha médica, o processo para obter cópias pode ser demorado. Se um médico considerar que ler as observações prejudica o paciente ou outras pessoas, os dados podem ser retidos.

Nina Douglass, assistente social da clínica de ginecologia e obstetrícia, teme pelos pacientes com cônjuges violentos. Se o agressor insistisse em ler as observações, o paciente poderia correr perigo.

“Nosso trabalho pode ser aprofundado e aprimorado com as pessoas lendo as anotações”, disse Douglass. “Só que uma solução não serve para todos”. (JH/NYT)

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