Objetos pessoais de vítimas do voo MH17 estão sendo saqueados

Segundo Anton Gerashchenko, assessor do governo de Kiev, saqueadores podem tentar usar os cartões de crédito na própria Ucrânia ou na Rússia

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A woman with a child walks past the crash site of a passenger plane near the village of Grabovo, Ukraine, Thursday, July 17, 2014. Ukraine said a passenger plane carrying 295 people was shot down Thursday as it flew over the country, and both the government and the pro-Russia separatists fighting in the region denied any responsibility for downing the plane. (AP Photo/Dmitry Lovetsky)
Associated Press
A woman with a child walks past the crash site of a passenger plane near the village of Grabovo, Ukraine, Thursday, July 17, 2014. Ukraine said a passenger plane carrying 295 people was shot down Thursday as it flew over the country, and both the government and the pro-Russia separatists fighting in the region denied any responsibility for downing the plane. (AP Photo/Dmitry Lovetsky)

Dinheiro, joias, objetos pessoais e até cartões de crédito das 298 vítimas do voo MH17 da Malaysia Airlines, abatido por um míssil na Ucrânia, estão sendo saqueados na cidade de Grabovo, onde o avião caiu, segundo autoridades ucranianas.

"Temos informações de que terroristas saqueadores estão coletando não apenas dinheiro e joias dos passageiros do Boeing mortos, como também os cartões de crédito das vítimas", disse Anton Gerashchenko, assessor do governo de Kiev.

Além de o furto dos itens prejudicar a investigação do acidente, famílias das vítimas podem acabar prejudicadas. Segundo Gerashchenko, os saqueadores podem tentar usar os cartões de crédito na própria Ucrânia ou na Rússia.

"Meu pedido humilde é para que os parentes das vítimas bloqueiem esses cartões, para que não percam dinheiro para os terroristas."

Desastre

A queda do voo MH17 matou 298 pessoas de ao menos 11 nacionalidades. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta sexta-feira (18) que o avião foi atingido por um míssil terra-ar lançado a partir de uma área do leste do Ucrânia que está sob controle de separatistas apoiados pela Rússia.

É uma conclusão similar à apontada mais cedo pela enviada dos EUA ao Conselho de Segurança da ONU, Samantha Power, e por um relatório vazado à rede de TV americana CNN.

Provas

O governo ucraniano divulgou nesta sexta-feira um áudio em que supostos separatistas pró-Rússia são flagrados debatendo a queda de um avião. Nas conversas, um interlocutor questiona se havia armas a bordo, ao que outro responde só ter encontrado "objetos civis".

Especialistas de inteligência e defesa ocidentais afirmam que os separatistas estão apagando da internet fotos e comentários que podem ser interpretados como elo entre eles e a queda do avião. Conforme o jornal britânico "Guardian", postagens que indicavam que um avião militar ucraniano Antonov havia sido derrubado em um horário próximo do da queda do voo MH17 foram apagadas.

Também desapareceram fotos e vídeos que mostravam o deslocamento de, aparentemente, um Buk em direção a uma área entre Snizhne e Torez que está sob controle rebelde e que fica perto do local da queda. Uma dessas fotos, dizem, mostrava um Buk em posição de lançamento, ao lado de um supermercado em Torez.

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