Pista flutuante é sensação de etapa do Red Bull X-Fighters na Alemanha

Quarta etapa do tour mundial de motocross free style terá trecho passando sobre o Lago Olímpico de Munique

iG Minas Gerais | IGOR VEIGA |

O inusitado circuito tem 450 m de comprimento e conta com obstáculos como um superkicker, dois quarterpipes e quatro rampas
Divulgação
O inusitado circuito tem 450 m de comprimento e conta com obstáculos como um superkicker, dois quarterpipes e quatro rampas

Munique, Alemanha. Realizar manobras e acrobacias radicais sob uma moto é a essência do motocross free style. Mas e se isso não for o bastante para deixar a adrenalina dos competidores e a plateia lá no alto?  Então, que tal montar uma pista flutuante sobre o Lago Olímpico da cidade de Munique, na Alemanha? Pensa que isso é só uma ideia maluca? Pois não é! Esse será o cenário escolhido para a quarta etapa do tour mundial do Red Bull X-Fighters,  uma das maiores competições de motocross estilo livre do planeta, que promete agitar os fãs da modalidade em  todo o mundo, neste sábado, na cidade alemã, a partir das 12h30 (horário de Brasília).

Com exclusividade, a reportagem de O TEMPO acompanhará o X-Fighters Munique, direto do Parque Olímpico de Munique, palco das Olimpíadas de 1972, que além de preservar toda sua história esportiva, é um dos points preferidos de lazer dos germânicos no verão europeu. 

O inusitado circuito tem 450 m de comprimento e conta com obstáculos como um superkicker, dois quarterpipes e quatro rampas, que exigirão excelente ritmo, força e foco dos pilotos. Ao todo, 12 pilotos de várias partes do mundo irão se enfrentar no desafio onde a ousadia e a coragem em cima das motos “voadoras” faz a diferença. Na disputa, estão 12 pilotos, verdadeiras feras sob suas motos, que vão arrancar aplausos e o grito do público nas arquibancadas erguidas também sob a água do Lago Olímpico, algo não menos inédito na competição, com 13 anos de história.

Entre os destaques do X-Fighters Munique está o líder do campeonato, o neo-zelandes Levi Sherwood, além do francês Thomas Pagés, que na última etapa da competição, disputada em Madri, na Espanha, levou a galera ao delírio ao executar uma acrobacia nunca vista antes em uma prova de motocross. Pagés fez um bike flip, uma manobra que consiste em o piloto fazer a moto dar um giro de 360º, no ar, na vertical, com ele voltando a controlá-la na aterrissagem. Até então, apenas atletas de BMX (com bicicletas) já haviam executado algo do tipo.

Torneio

O Red Bull X-Fighters foi criado em 2001 e rapidamente tornou um dos eventos mais respeitados do mundo do motocross estilo livre. A primeira prova da competição aconteceu na cidade de Valência, na Espanha.

Só a partir de 2005 que o evento começou a ganhar o mundo. Foi promovido pela primeira vez também fora da Espanha, na Praça dos Touros, na Cidade do México.

Desde então, o Brasil, também já recebeu o evento em diversos anos. A primeira vez foi em 2008, no sambódromo do Rio de Janeiro. No ano de 2011, foi a vez da capital federal, Brasília, sediar a etapa brasileira.

O consagrado piloto brasileiro Gilmar “Joaninha”, campeão de motocross free style, já participou do campeonato, mas atualmente o nosso país não conta com nenhum representante no X-Fighters.

Pontuação dos pilotos leva em conta até a empolgação do público

Não basta ser o melhor, tem que empolgar. É assim que funciona para os pilotos do X-Fighters. Além de ganhar a batalha contra os competidores, quem arranca mais aplausos e gritos da galera na arquibancada ganha uma nota maior dos jurados da competição.

É a chamada  “energia”, um dos cinco critérios avaliados pelos jurados da prova e que leva em conta a capacidade de o piloto empolgar e excitar as centenas de fãs que pagaram para assistir ao show.  O desempenho dos pilotos é feito por cinco juízes que também considera e com maior importância, a variação e execução correta das acrobacias, eles julgam se elas foram feitas de forma certa e fluída, ou seja, sem pausas grandes na sequência.  

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