Não sei se Dilma tem condição de andar na rua, diz Aécio

Não sei se a presidente da República tem hoje condição de andar o Brasil e olhar nos olhos daqueles que nela confiaram e se decepcionaram", afirmou em entrevista o tucano

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Na primeira atividade de sua campanha de rua no Rio de Janeiro, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, disse nesta sexta-feira (18) que a presidente Dilma Rousseff (PT) não tem condições de andar na rua e ter contato direto com o eleitor.

"Está se iniciando uma nova etapa da campanha eleitoral, que é esse contato físico, olho no olho. O candidato tem de transmitir confiança para o eleitor. Vamos andar o Brasil inteiro, e minha companheira de viagem é a verdade. Não sei se a presidente da República tem hoje condição de andar o Brasil e olhar nos olhos daqueles que nela confiaram e se decepcionaram", afirmou em entrevista o tucano, que fez uma caminhada no centro do município de Queimados, na Baixada Fluminense.

Um exército de pelo menos 150 cabos eleitorais, contratados por R$ 30 para um dia de trabalho, segurava bandeiras com o nome de Aécio e do movimento "Aezão", além da sigla do PMDB. Mas até os próprios contratados para trabalhar na campanha ainda têm dúvidas sobre candidatos e alianças.

"Eu conheço o Pezão, mas nunca o vi pessoalmente. Quem eu conheço mesmo é o Max (Lemos, peemedebista prefeito de Queimados e cicerone de Aécio na cidade). Quando começar a propaganda na TV é que a gente vai conhecer melhor os candidatos", afirmou a dona de casa

Regina Pereira, mãe de quatro filhos. Contratada como cabo eleitoral, ela chegou às 15 horas à Praça dos Eucaliptos, ponto de encontro da caminhada.

Ao ver Regina com a bandeira, uma amiga dela, Iara Barros, quis saber quando recebe um cabo eleitoral e como ser contratada para esse trabalho. "Ganhar algum dinheirinho para a eleição seria bom. Já vi o Aécio na TV", disse Iara.

Ao som do jingle cujo refrão diz "o povo nas ruas aprova a união o Rio de Janeiro vai de Aécio e Pezão", Aécio não estava acompanhado pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), que tenta a reeleição com o apoio do PSDB. Pezão anunciou apoio à presidente Dilma Rousseff (PT) e prometeu não participar de atividades ao lado de Aécio.

Aécio estava com o candidato a vice de Pezão, senador Francisco Dornelles (PP), e o ex-prefeito Cesar Maia (DEM), que disputa o Senado. A coligação de Pezão tem 18 partidos e reúne aliados de Dilma, de Aécio e do candidato do PSC a presidente, Pastor Everaldo.