Suposto toque de recolher em escola mobiliza policiais de Venda Nova

O motivo seria o assassinato de um traficante durante uma festa junina na região; polícia não confirma toque de recolher e explica que o crime não teve nenhuma relação com a escola

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA/ BÁRBARA FERREIRA |

Outro suposto toque de recolher mobiliza a polícia, desta vez, em Venda Nova, na manhã desta sexta-feira (18). A informação é que a Escola Municipal Alessandra Salum Cadar, localizada no bairro Jardim Europa, cancelou as aulas nesta manhã. A Polícia Militar não confirma a informação, mas na escola, ninguém foi encontrado para falar sobre o assunto.

Segundo o tenente Sidney, da 14ª Companhia do 49° Batalhão de Polícia Militar, não houve toque de recolher na escola. “As informações que originaram esse boato aconteceram de outra forma, mas não tem nenhuma relação com a escola”, explicou.

Segundo ele, no último domingo (13), houve um desentendimento entre traficantes da região já conhecidos no meio policial que acabou com a morte de um deles. Na ocasião, acontecia uma festa junina na rua Lierge, que tinha alvará para funcionar até as 22h. Ainda conforme o tenente, houve contato com os organizadores do evento por causa do horário, que estava sendo extrapolado, e também pela falta de controle de acesso e banheiros químicos.

“Em uma das barraquinhas, estavam os traficantes conhecidos como Vitinho e Mateus, que se desentenderam após cheirarem loló juntos. O Mateus deu um tiro no Vitinho, que morreu. Em represália, um comparsa da vítima, conhecido como Bruno, outro traficante conhecido por nós, tentou vingar o amigo mas foi atrás da pessoa errada. Ao invés de procurar o Mateus, ele atirou em uma pessoa que não tinha nada ver com a história, e está internada no hospital por causa disso”, esclareceu o policial.

No dia em que Vitinho morreu, familiares dele ligaram para a polícia temendo represálias. Por isso, viaturas foram deslocadas para o velório na ocasião.

Ainda de acordo com o tenente Sidney, as guarnições atuam na área e monitoram as saídas da escola, principalmente, as que tem mais adolescentes. “São duas ou três viaturas para monitoramentos deste porte.  Vamos até a escola para saber se há alguma novidade em relação a isso. Mas toque de recolher eu garanto que não há porque não tem motivo para envolver a escola. Os envolvidos não estudavam lá”, disse.

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