Ucrânia fecha espaço aéreo no leste do país após a queda de avião

A Ucrânia citou a sua operação militar contra os separatistas da região para o fechamento do espaço aéreo, de acordo com um comunicado no site dos reguladores

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Os reguladores de aviação da Ucrânia anunciaram nesta sexta-feira (18) o fechamento do espaço aéreo no leste do país, após a queda de um avião da Malaysia Airlines na região.

A Ucrânia citou a sua operação militar contra os separatistas da região para o fechamento do espaço aéreo, de acordo com um comunicado no site dos reguladores. A agência disse que a zona de exclusão aérea afeta as áreas de Donetsk, Luhansk e Khakiv.

O governo disse que também criou um órgão especial para investigar as circunstâncias do incidente. O grupo de investigação incluirá organizações internacionais de segurança aérea e representantes de organizações de aviação dos países cujos passageiros estavam a bordo, informou a agência.

A decisão de expandir a zona de exclusão de voos foi tomada após consulta com membros da força aérea, disse um representante do governo ucraniano. De acordo com ele, foi bloqueada apenas a parte do espaço aéreo de regiões em que rebeldes estão parcialmente no controle. As rotas que não estão afetadas pelas restrições de voo incluem aquelas da Europa para Kiev, e devem ser consideradas seguras, disse ele.

Na sequência do incidente com o Boeing 777, com quase 300 passageiros a bordo, várias companhias aéreas já redirecionaram voos para evitar a área. Algumas já haviam restringido voos anteriormente na região, diante da onda de violência no país nas últimas semanas.

Mas este corredor aéreo é popular para aeronaves comerciais da Europa para a Ásia. Até o incidente de quinta-feira, executivos de companhias aéreas tinham avaliado amplamente a área como segura para sobrevoar. Grande parte dos aviões comerciais voam sobre a área a uma altitude de cerca de 30 mil pés, bem acima da faixa de alcance de disparos feitos de armas antiaéreas comuns entre os rebeldes da região. Mas tanto a Rússia quanto a Ucrânia têm veículos com sistemas instalados de mísseis terra-ar de maior alcance.

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