Aécio deve deixar o Senado para se dedicar à campanha

Tucano quer evitar críticas se faltar ao esforço concentrado

iG Minas Gerais | Da redação |

Aproximação. Arnaldo Madeira substitui Antonio Anastasia, que cuidou do plano de governo tucano
Marcos Fernandes/PSDB
Aproximação. Arnaldo Madeira substitui Antonio Anastasia, que cuidou do plano de governo tucano

O candidato à Presidência da República, Aécio Neves, senador pelo PSDB de Minas Gerais, deve se licenciar do Senado no próximo dia 5 de agosto, para se dedicar integralmente à sua campanha eleitoral.  

O tucano já prepara um discurso de despedida do Legislativo e convida correligionários a participar do evento. Por mais que o Congresso Nacional tenha anunciado a adoção de um “recesso branco”, em que os parlamentares ficam “liberados” para se engajarem nas disputas eleitorais em seus Estados, a estratégia de Aécio é de se afastar do posto para não despertar críticas por uma eventual ausência a sessões de esforço concentrado, por exemplo.

A licença também representa um gesto político para agradar seu principal partido aliado, pois o senador tucano será substituído pelo suplente Elmiro Alves do Nascimento, do DEM. No entanto, primeiro suplente pode desistir de assumir o cargo.

Nos bastidores, corre a informação que Nascimento recusaria o cargo para tentar a reeleição como deputado federal, abrindo a vaga para o socialista Tilden Santiago. Se confirmada, a manobra seria uma forma de Aécio contemplar a ala do PSB mineiro que apoia a candidatura de Pimenta da Veiga (PSDB) ao governo de Minas.

Coordenação. Em mais um gesto para tentar se aproximar do quadro tucano em São Paulo, Aécio anunciou nessa quinta a escolha do ex-deputado federal Arnaldo Madeira como coordenador do seu programa de governo.

Madeira foi chefe da Casa Civil do governo Alckmin, entre 2003 e 2006, e secretário municipal em São Paulo na gestão Covas, entre 1983 e 1985.

Além de reforçar a campanha em São Paulo, a escolha é vista como uma maneira de Aécio se aproximar da campanha à reeleição do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). O Estado é uma preocupação de Aécio por representar o maior colégio eleitoral.

Já Xico Graziano deixou oficialmente a coordenação da campanha digital do tucano. Ligado ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Graziano foi anunciado chefe da estratégia dos tucanos nas redes ainda na pré-campanha, mas perdeu protagonismo na área. Ele agora vai para a coordenação de “movimentos sociais”.

Nos bastidores, no entanto, tucanos avaliam que Graziano perdeu o posto na internet após apresentar um site que foi mal avaliado pela cúpula da campanha.

Governo federal sai em defesa do Mais Médicos Brasília. Em nota divulgada nessa quinta, o Ministério da Saúde saiu em defesa do modelo adotado pelo governo federal para criar o programa Mais Médicos, fórmula criticada nessa quarta pelo candidato tucano à Presidência da República, Aécio Neves. O tucano disse que, se eleito, manteria o Mais Médicos, mas faria alterações para garantir salários integrais aos profissionais. “A participação de profissionais cubanos no programa Mais Médicos ocorre por meio de cooperação com a Organização Pan-Americana de Saúde, que é responsável pela interlocução com o governo de Cuba”, diz a nota. Por fim, o Ministério faz uma defesa explícita da necessidade dos cubanos para a manutenção do Mais Médicos e afirma que eles são formados em instituições reconhecidas em seus países.

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