“Se ficar rico, põe na cadeia”

Tarcísio Delgado (PSB) deu a largada de sua candidatura ao governo de Minas nessa quinta na capital

iG Minas Gerais | Lucas Pavanelli |

FOTO: ASCOM / DIVULGACAO
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O candidato do PSB ao governo de Minas, Tarcísio Delgado, deu o pontapé inicial em sua corrida ao Palácio Tiradentes na tarde dessa quinta. Em entrevista coletiva, ele apresentou os primeiros materiais de campanha. Pelo tom da conversa, a promessa é de enfrentamento direto com os adversários, principalmente com uso de frases polêmicas. “O homem público que começa a carreira na política pobre não pode ficar rico. Se ficar rico, pode botar na cadeia, não precisa nem julgar”, disparou.  

Questionado se a declaração era uma indireta a seus principais adversários – Pimenta da Veiga (PSDB), que declarou patrimônio de R$ 10 milhões, e Fernando Pimentel (PT), que disse ter R$ 2,4 milhões em bens –, Tarcísio desviou. “Não estou direcionando a crítica a ninguém. Quem quiser que ponha o boné”.

No entanto, no material de campanha entregue aos jornalistas, um dos itens diz que a candidatura dele vai “enfrentar os poderosos, gente que fez fortuna com a política”. Outro trecho afirma que, enquanto os adversários “acumularam riquezas por meio da política, Tarcísio, em 50 anos de vida pública, (...) é um homem com padrão de vida modesto”.

Tarcísio Delgado disse que irá “governar com o povo”, e que essa será a principal diferença entre um eventual governo seu e o atual. “Os palácios estão fechados. Vamos descer pelas ruas e pelos campos”, prometeu.

Durante todo o tempo, o socialista comparou a gestão de um governo estadual à experiência dele como prefeito de Juiz de Fora por três mandatos. “É a mesma coisa. A diferença é a amplitude”, garante. A cidade da Zona da Mata tem 540 mil habitantes, e Minas tem 20,5 milhões. Ele destacou que recebeu a prefeitura em 1997 “devendo até os servidores públicos” e arrumou as contas em um ano e meio baseado em um tripé: “austeridade, eficiência e participação popular”.

Falta de apoios. Tarcísio minimizou a debandada das lideranças do PSB que declararam apoio à candidatura tucana, como o prefeito da capital, Marcio Lacerda, os três deputados estaduais e o candidato a deputado federal Alexandre Kalil. “O problema do Marcio Lacerda é dele. Não conheço nenhum partido que não tenha dissidência, e tem muitos dissidentes de outros partidos me apoiando”, falou.

Campos

Palanque. O PSB aguarda visita do candidato à Presidência Eduardo Campos nas próximas semanas em Minas. Ainda não há data certa, e a candidata a vice, Marina Silva, também pode aparecer.

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