Festival de Inverno começa hoje e faz do campus um parque

iG Minas Gerais | LUCAS SIMÕES |

Um banquete encerrou em Diamantina, a 45ª edição do evento
ufmg/divulgação
Um banquete encerrou em Diamantina, a 45ª edição do evento

Depois de passar 22 anos em formato itinerante por Minas Gerais, o tradicional Festival de Inverno da UFMG retorna a Belo Horizonte. A partir de hoje e até o dia 26 de julho, a 46ª edição do evento se aproxima da comunidade para debater e vivenciar espaços públicos com o tema “Campus: Território Experimental”. A pretensão é transformar o Campus Pampulha em um grande parque público, rompendo limites da universidade com a ocupação de shows, peças teatrais, debates, além de rodas de cultura africana e indígena: tudo de graça.

No total, serão nove dias de programação pelo Campus Pampulha, entre 9h e 0h. Com mais de cem atividades agendadas, a abertura do festival acontece hoje, às 9h, com um ritual que seguirá diário no evento: café da manhã coletivo e gratuito, abastecido com bolos, pães, sucos, queijos e frutas. “É uma forma de integrar as pessoas que vão frequentar a universidade e quebrar conceitos de exclusão e segregação”, afirma Leda Maria Martins, coordenadora da Diretoria de Ação Cultural (DAC) da UFMG.

Antes do início da programação, os cinco Grupos de Trabalho (GT) que organizam as atividades fazem uma reunião geral no Salão Ocre do Restaurante Setorial II, às 16h. Depois da abertura solene, às 19h, as primeiras apresentações musicais acontecem na Estação Ecológica. A partir das 20h, o espetáculo Roda de Jogo remonta a tradição da cultura afro-brasileira. Na sequência, a Liga Feminina de MC’s, nascida dentro do Duelo de MC’s, faz um show de rap com versos de improviso. “O que queremos é promover o encontro e aceitação do diferente. Cientistas trabalhando ao lado de pais de santo, jovens de ocupações ao lado de universitários, tudo para romper condições estabelecidas”, explica César Guimarães, coordenador do Festival de Inverno da UFMG desde 2012.

Apoiado nos pilares das culturas indígena, afro-brasileira e urbana e popular, a maioria da programação está voltada para esse núcleo de atenção. Dessa forma, a primeira atividade de amanhã é a reunião dos principais grupos de ocupações da capital, como Dandara, Rosa Leão e Eliana Silva, em encontro no auditório da Reitoria, às 14h.

Depois, a programação do dia fica por conta da música. Às 15h, uma Sanfonada promete reunir o público no Bosque da Música. Mais tarde, às 18h, o gramado da Reitoria será ocupado por cortejo e levantamento da bandeira do Reinado, em uma celebração típica do Congado. Em seguida, o pernambucano Siba preenche o mesmo gramado para interpretar as canções mais marcantes de “Avante” (2012), seu mais recente disco, que mistura rock n’ roll e tambores de maracatu.

No domingo, além da Missa Conga e do Cortejo dos Guardas do Congado, a partir das 11h, o festival recebe uma maratona cultural de sete horas de música e artes. Entre 15h e 22h, mais de 20 atrações ocupam o Bosque da Música, como o rapper Kdu dos Anjos, a banda Absinto Muito, o Sarau Vira Lata, o grupo Dom Pepo, entre outros.

FIXOS. O Festival de Inverno da UFMG ainda contará com atividades fixas, como a Feira de Tudo, que diariamente vai oferecer um espaço no campus para compra, venda ou troca de objetos, roupas e badulaques em geral, entre 12h e 22h. Além disso, o Cine Olaria estará em funcionamento de segunda a sexta-feira, com programação a ser definida na parte da tarde. Além disso, durante todo o festival haverá redes de descanso pela mata, três linhas de ônibus gratuitas e mais de 40 bicicletas compartilhadas para locomoção dentro do campus, em um perímetro entre a escola de Belas Artes e a Estação Ecológica, onde veículos automotores não poderão circular durante o evento. A programação completa do festival está disponível em www.46festivalufmg.wordpress.com.

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