“No meu inconsciente, cozinho para agradar minha mãe”

iG Minas Gerais | Lygia Calil |

Felipe Rameh na cozinha-show da nova casa, o Alma Chef, que congrega restaurante, escola, loja e espaço para eventos
Mariela Guimarães
Felipe Rameh na cozinha-show da nova casa, o Alma Chef, que congrega restaurante, escola, loja e espaço para eventos

Felipe Rameh é de Muriaé. De descendência libanesa, cresceu acostumado com almoços intermináveis e a ter a família sempre reunida à mesa.

Sempre gostou de cozinhar, tanto pela companhia do pai, que adora preparar pratos para a família, quanto para agradar as visitas. “Sempre que chegava gente em casa, eu corria para fazer alguma coisa, nem que fosse um queijinho com orégano”, diz. “Tem também um outro aspecto psicológico aí. Ninguém come com mais gosto do que a minha mãe, é bonito de ver. No meu inconsciente, cozinho para agradá-la”, teoriza.

Aos 16 anos, ele veio a Belo Horizonte para estudar, com a intenção de seguir a medicina, a carreira do pai. Por aqui, porém, por influência da madrinha, com quem morava, viveu intensamente as maravilhas da gastronomia. “A gente saía para jantar três ou quatro vezes por semana. Isso despertou minha curiosidade”, diz. Mudou os planos e foi estudar no único curso superior que encontrou no Brasil, no Senac de Águas de São Pedro (SP).

No país, passou por casas como o Garcia&Rodrigues (Rio de Janeiro) e D.O.M (São Paulo) e ainda co-apresentou com Alex Atala o programa “Mesa para Dois”, no GNT.

Já com um nome construído no mercado brasileiro e considerado um braço-direito de Atala, não quis ficar parado. Para ampliar seu repertório como chef, foi para a Espanha, onde trabalhou no Mugaritz, com o chef Luiz Andoni Aduriz. Passou ainda pela Inglaterra e, em Bruxelas, estagiou no Le Chalet de La Forêt (duas estrelas no “Guia Michelin”). De volta, passou pelo O Dádiva, antes de ingressar na sociedade do Trindade. 

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