Gareca estreia no Palmeiras no clássico contra o Santos

Argentino que aproveitou "pausa da Copa" para trabalhar hega com a missão de dar um novo padrão tático ao time e tentar revelar alguns talentos

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Palmeirenses comemoraram 3 a 0, resultado que deixou o clube à frente com o Avaí na próxima fase
CESAR GRECO/AGÊNCIA PALMEIRAS/DIVULGAÇÃO
Palmeirenses comemoraram 3 a 0, resultado que deixou o clube à frente com o Avaí na próxima fase

Após um mês de trabalho, Ricardo Gareca faz a sua estreia no comando do Palmeiras cercado de muita expectativa. E para aumentar ainda mais a ansiedade dos torcedores em ver o treinador argentino em ação, o primeiro jogo é um clássico contra o Santos, na Vila Belmiro, nesta quinta-feira, às 19h30, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O motivo da expectativa não é à toa. A última vez que o Palmeiras teve um comandante estrangeiro foi no longínquo 1978-1979, quando Filpo Núñez dirigiu a equipe pela terceira vez. Ele já havia feito isso em 1964-1965 e 1968-1969 e foi o responsável pela formação da primeira Academia.

O momento é bem diferente. Não se vê mais craques com a camisa alviverde. Por isso Ricardo Gareca chega com a missão de dar um novo padrão tático ao time e tentar revelar alguns talentos. A paralisação para a Copa do Mundo foi benéfica para ele dar a “sua cara” ao plantel e já começar a implementar os seus conhecimentos na equipe.

Dentre outras mudanças, a tendência é ver um time mais equilibrado, preocupado com a defesa e que só vai sair para o jogo quando estiver bem protegido. Pelo menos é o que foi treinado insistentemente nos últimos 30 dias.

Quando o presidente Paulo Nobre resolveu ir atrás do argentino, queria fugir da mesmice. No meio da discussão a respeito da necessidade de se contratar um estrangeiro para dirigir a seleção brasileira, Ricardo Gareca tem a chance de mostrar que realmente um técnico vindo de fora pode trazer coisas novas ao combalido futebol brasileiro.

Os jogadores admitem que o estilo do novo chefe é bem diferente em comparação a Gilson Kleina e Alberto Valentim, seus antecessores. Sai o estilo paizão e amigo dos jogadores para entrar uma linha mais profissional, fria, que cobra vontade, esforço e atenção durante o trabalho. “Não esperem mudanças. Não farei nada de diferente do que estão acostumados a ver”, disse o treinador, talvez sem ter noção do quanto se espera dele.

A partida marca também a estreia do zagueiro argentino Fernando Tobio. Lúcio e Henrique estão suspensos, Fernando Prass e Felipe Menezes estão machucados e Valdivia e Marquinhos Gabriel foram liberados para acertar com outros clubes.

FORÇA NO ENTROSAMENTO - Se o Palmeiras acredita em novos tempos, no Santos a aposta é no entrosamento. Desde que chegou ao clube, no fim do ano passado, o técnico Oswaldo de Oliveira tem reclamado de falta de tempo para treinar a equipe. A paralisação para a Copa serviu para colocar o time nos eixos, já que ele decepcionou nas últimas partidas.

A formação da equipe é praticamente a mesma de antes da parada do Campeonato Brasileiro. As novidades são o lateral-direito Victor Ferraz, que estava no Coritiba, e o volante Souza, ex-Palmeiras e Cruzeiro, e que começa no banco de reservas. “Viemos de uma preparação muito boa. A respeito do grupo, o Santos entra bem preparado para a continuidade do campeonato, mas é um jogo onde precisamos ter muita atenção. Clássico é diferente”, disse Oswaldo de Oliveira.

Outro problema que persegue o treinador continua: o excesso de desfalques. Nesta quinta são cinco considerados titulares fora do clássico: Edu Dracena, Gustavo Henrique, Leandro Damião e Thiago Ribeiro se recuperam de lesão. E Cicinho terá que cumprir suspensão.  

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