Uma Copa incontestável

iG Minas Gerais |

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A maior Copa do Mundo de todos os tempos terminou no último domingo, dia 13, com uma certeza: tudo o que imaginávamos que iria acontecer não aconteceu. Tudo deu lugar ao improvável, ao surpreendente, ao inacreditável.

Poderia ter sido a Copa dos atacantes... Foi dos goleiros: precisos e destemidos, eles se destacaram em suas equipes, agarraram pênaltis, voaram baixo, defenderam o indefensável.

Poderia ter sido a Copa da desorganização, do trânsito caótico e dos protestos fora de campo... Mas, não, os problemas foram dentro de campo, a seleção brasileira não se achou, e fomos eliminados, em pleno Mineirão, humilhados, sob o peso de um 7 a 1, de uma tristeza incomensurável.

Poderia ter sido a Copa do fair-play, do jogo limpo, das poucas faltas e do bom futebol. Foi da mordida uruguaia, da joelhada colombiana, das inúmeras faltas do time de Felipão, totalmente impensadas, aquilo que é mais detestável.

Poderia ter sido a Copa da abertura, da Claudia, da Jennifer. Foi do encerramento, da Ivete, da Shakira, artistas de nível inigualável.

Pra gente, poderia ter sido a Copa dos números positivos. Foi dos negativos. O Brasil teve a pior defesa de um anfitrião, o goleiro mais vazado, sofreu a maior goleada da história, levou o maior número de cartões amarelos, e muitas outras estatísticas difíceis de se acreditar, algo impensável.

Pros outros, poderia ter sido a Copa dos números negativos. Foi dos positivos. Klose ultrapassou Ronaldo como o maior artilheiro dos Mundiais; assim como a Itália, a Alemanha encostou no penta do Brasil com seu tetra; a Colômbia teve seu primeiro artilheiro; tudo de valor indubitável.

E os números não param. A Copa do Mundo atraiu para o Brasil 1 milhão de turistas de 203 nacionalidades. A maioria deles (61%) nunca havia pisado no país. E o melhor: 95% declararam que têm intenção de retornar. Um dado até então inalcançável.

O Mundial mostrou também a força da tecnologia e das redes sociais: 45 milhões de fotos foram enviadas de dentro dos estádios até a fase semifinal, e 11,2 milhões de chamadas foram realizadas de dentro das arenas até as quartas. Um feito admirável.

Poderia ter sido a Copa da falta de comunicação. Foi da interlocução, do inglês improvisado, do portunhol, da diversão. Gringos em tudo quanto é canto do Brasil, em que nada era inviável, tudo era tão afável.

Poderia ter sido a Copa dos canarinhos campeões. Não, eles foram chorões. A Copa foi dos alemães, que ganharam a simpatia nacional, do índio nativo ao empresário milionário presente em vários estádios. Uma seleção de guerreiros, peito amável, corpo inflamável.

Aposto que, antes da Copa, você não imaginava em cada detalhe que foi desenhado aqui. Era a Brazuca rolar para o show começar. Inexorável, insofismável... Foram 30 dias que entraram para a minha, para a sua, para a vida do mundo inteiro, como uma imagem impecável. Lembranças que não sairão da memória. Algo, assim, imutável .

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