Campanha contra abuso e incesto usa princesas

Imagens mostram ícones da Disney em situações violentas

iG Minas Gerais | Flávia Denise |

Saint Hoax/Divulgação
undefined

Não falta quem critique o papel submisso das princesas clássicas da Disney mas, se depender do artista baseado no Oriente Médio, Saint Hoax as princesas Jasmim (do filme “Aladdin”), Cinderela, Aurora (“Bela Adormecida”) e Ariel (“A Pequena Sereia”) vão se transformar em símbolos da luta contra o incesto e contra violência doméstica.

A primeira série do artista, chamada “Princest Diaries” (“Diários de um Incesto”, em tradução livre), mostra as princesas Ariel, Aurora e Jasmim sendo beijadas pelos seus respectivos pais. Todas com uma expressão de medo. Em todas as imagens há a informação: “46% dos menores de idade que são estuprados são vítimas de membros da família. Nunca é tarde demais para registrar o seu ataque”. A informação foi retirada de uma pesquisa do Departamento de Justiça dos Estados Unidos que diz que, em 46% dos casos de estupro de menores de 12 anos, um membro da família é o culpado. O estudo ainda diz que o mesmo é verdade para 20% das vítimas com idades entre 12 e 17 anos. A segunda série do artista a usar as princesas como inspiração é a “Happy Never After” (“Felizes Para Nunca”, em tradução livre). Nessa série, Saint Hoax chama a atenção para a violência doméstica, mostrando as princesas Jasmim, Cinderela, Aurora e Ariel com olhos roxos e outras marcas. As imagens ainda vêm acompanhadas das palavras: “Quando ele parou de te tratar como uma princesa? Nunca é tarde demais para por um fim nisso”. ANONIMATO. Ninguém sabe dizer se Saint Hoax é um homem ou uma mulher, uma vez que ele se recusa a contar qual é seu nome real ou identificar seu sexo. O motivo é o medo da censura em seu país – local também não identificado no Oriente Médio.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave