Empréstimos para países vizinhos ainda sem previsões

Criação do banco dos Brics só deve impactar a região sul-americana a longo prazo

iG Minas Gerais |

A presença dos líderes sul-americanos no segundo dia da 6ª Reunião de Cúpula do Brics ameniza possíveis indisposições regionais provocadas por rumores de que o Brasil estaria se afastando do continente e priorizando negociações e acordos com o bloco. A sessão de trabalho dessa quarta, que ocorreu a portas fechadas, criou ambiente para que líderes da Argentina, Colômbia, Venezuela e Bolívia, por exemplo, manifestem anseios e demandas prioritárias no cenário internacional.  

Os países da América do Sul não têm, por exemplo, perspectiva de serem beneficiados diretamente pela principal medida aprovada na cúpula do Brics. A criação do Banco dos Brics só deve impactar a região sul-americana a longo prazo.

Dilma reforçou a previsão de que, num primeiro momento, os países que não compõem o bloco não poderão se beneficiar diretamente da instituição recém-criada, mas “quero dizer que o banco sequer foi formado ainda. Sempre olharemos com muita generosidade os nossos empréstimos. Eles serão feitos com padrão de boa gestão. Ninguém vai sair por aí emprestando nem é esse o papel do banco do Brics. De fato ele reflete um mundo mais multipolar”, declarou a presidenta, que disse que o governo brasileiro não vai abrir mão, por exemplo, de recursos do Fundo Monetário Internacional e de outros bancos de fomento.

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