Criança de 8 anos quebra o braço e fica 15 dias esperando por cirurgia

Desde que deu entrada no hospital para fazer a cirurgia, segundo o pai da criança, duas operações foram canceladas de última hora

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Cidades - Belo Horizonte - Minas Gerais.
Estania Mendes da Costa Teixeira acusa Hospital da Baleia de falta de infra-estrutura em leitos.


Foto: Uarlen Valerio / O Tempo 23.03.2014
UARLEN VALERIO / O TEMPO
Cidades - Belo Horizonte - Minas Gerais. Estania Mendes da Costa Teixeira acusa Hospital da Baleia de falta de infra-estrutura em leitos. Foto: Uarlen Valerio / O Tempo 23.03.2014

Após quebrar o braço andando de bicicleta com uma amiga, Anna Luíza Cândido, de 8 anos, aguarda há 15 dias para poder passar por uma cirurgia. O acidente aconteceu no bairro Galo, em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, no último dia 3 de julho e, desde então, ela já passou pelo Hospital Nossa Senhora de Lourdes, na cidade, e agora está internada no Hospital da Baleia, na região Leste da capital mineira.

Segundo o pai dela, Cláudio Messias Cândido, logo após a queda a filha foi socorrida por parentes até a unidade hospitalar da cidade, onde permaneceu internada por três dias. "Por fim, o médico decidiu tentar recolocar o osso no lugar e mandou ela para casa com uma tala e o braço enfaixado", lembrou o pai.

Na segunda-feira (7) a família retornou ao hospital e o médico percebeu que o tratamento não havia funcionado, recomendando então uma cirurgia. Para isso, a família deveria aguardar uma vaga na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) e Anna retornou para casa com o braço enfaixado. Na última sexta-feira (11) a criança voltou ao Nossa Senhora de Lourdes, mas apenas para ser encaminhada ao Hospital da Baleia, onde teria surgido uma vaga.

A garota deu entrada na unidade na noite do mesmo dia, com a informação de que seria operada no sábado (12). "Ela ficou de jejum desde a noite anterior e, somente na hora da operação, ficamos sabendo do cancelamento. Disseram que os anestesistas se recusaram a fazer o procedimento por falta de Centro de Tratamento Intensivo (CTI)", relatou Cândido.

Ainda de acordo com os familiares de Anna, a garota voltou para a enfermaria com a promessa de que no domingo (13) ela passaria pela cirurgia. Ela foi preparada para o procedimento, fez o jejum e, mais uma vez, não foi operada pelo mesmo motivo. "Os médicos quiseram dar alta para ela, mas nós nos recusamos a voltar para casa. Agora ela permanece internada na enfermaria da unidade", disse o pai.

Na tarde desta quarta-feira (16), após a reportagem de O TEMPO ter entrado em contato com a assessoria do Hospital da Baleia, os familiares da garota foram informados de que ela passaria pela cirurgia na manhã de quinta-feira (17). "Mas esta já é a terceira vez que falam isso, por isso nem fico com muita esperança", lamentou o familiar.

Resposta

Por meio de uma nota, a assessoria do Hospital da Baleia/Fundação Benjamin Guimarães informou que a paciente está recebendo toda a assistência necessária para o restabelecimento de sua saúde. "A cirurgia que seria no sábado (12) foi remarcada para quinta-feira (17). A mudança foi necessária porque no dia 12 houve uma redução temporária no quadro de anestesistas. Diante disso, algumas cirurgias que eram consideradas mais graves tiveram prioridade de atendimento", dizia o texto.

Ainda conforme o documento, a unidade fez todos os esforços para que a paciente tivesse a assistência adequada. "A Fundação Benjamin Guimarães / Hospital da Baleia se empenha em atender a todas as normas que regem os cuidados com a saúde de seus pacientes. Na expectativa de que os esclarecimentos tragam as informações necessárias ao correto entendimento do fato, agradecemos e nos colocamos à disposição", finaliza o documento.

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