EUA ampliam sanções à Rússia devido à crise ucraniana

As medidas são as mais duras já anunciadas após a intervenção russa na Ucrânia, iniciada em fevereiro passado

iG Minas Gerais | Da redação |

Oficial. Putin assinou o tratado de anexação da Crimeia em cerimônia transmitida em rede nacional
Sergei Chirikov
Oficial. Putin assinou o tratado de anexação da Crimeia em cerimônia transmitida em rede nacional

O governo norte-americano anunciou nesta quarta-feira (16) novas sanções contra a Rússia - especialmente contra bancos e empresas energéticas e de defesa russas. As medidas são as mais duras já anunciadas após a intervenção russa na Ucrânia, iniciada em fevereiro passado.

As sanções do governo Obama vão vetar especialmente o acesso ao mercado de créditos superiores a 90 dias. As empresas russas atingidas poderão fazer apenas negócios de curto prazo, dificultando empréstimos a médio e longo prazo.

As sanções atingem grandes empresas russas, como Gazprombank, Kalashnikov, Novatek e Rosneft, segundo lista divulgada pelo site do Departamento do Tesouro americano. Não há bloqueio de bens ou de contas.

O anúncio aconteceu horas depois de uma conversa entre o presidente americano e a chanceler alemã, Angela Merkel. O governo americano quis indicar que a ação foi coordenada com os líderes da União Européia se encontram reunidos em Bruxelas.

Merkel, por meio de seu porta-voz, afirmou que Putin não tinha cumprido o prometido em uma cúpula anterior e que os rebeldes pró-Rússia se negavam a sentar em uma mesa de negociação com mediadores internacionais.

Mas até agora as sanções anunciadas pelo bloco europeu, onde há vários países dependentes do gás russo, foram bem mais tímidas. A Rússia não poderá ter acesso a financiamentos a dois bancos de desenvolvimento e investimento multilaterais da UE.

As sanções de EUA e Europa contra a Rússia são anunciadas coincidindo com a turnê latino-americana de Putin, que está no Brasil na cúpula dos Brics.

"Dissemos por algum tempo que a negativa da Rússia de tomar alguns passos para reduzir a escalada do conflito na Ucrânia os coloca em risco de maior isolamento e maiores consequências econômicas", disse em coletiva o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, horas antes do anúncio das medidas.

Fontes do governo americano disseram aos jornalistas que os serviços de inteligência do país detectaram que a Rússia não deixou de enviar mais tropas e armas para separatistas ucranianos pró-Rússia.

O governo da Ucrânia já afirmou que a Rússia seria responsável pela queda de um avião militar no leste da Ucrânia.

Na segunda-feira, embaixadores dos países da União Europeia em Washington foram convocados para uma reunião na Casa Branca, onde receberam informação sobre o envolvimento russo com a turbulência política na Ucrânia --e, assim, pedir apoio.

Entre final de março e o final de abril, a Casa Branca anunciou sanções contra duas dezenas de grandes empresários russos próximos do presidente Vladimir Putin e de alguns funcionários do governo russo, com restrições a vistos e bloqueio de ativos. Sanções setoriais eram ameaçadas por Obama desde maio.

A oposição republicana e até membros do Partido Democrata dizem que Putin não teme as ameaças do presidente americano.

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