Gilvan espera acordo rápido pior Willian, mas não fará nada ilegal

Cartola disse que já está acertado com jogador e com o Metalist, mas precisa acertar pendência na forma de pagamento

iG Minas Gerais | BRUNO TRINDADE |

Willian é uma das armas do Cruzeiro que podem ficar no banco no clássico diante do Atlético
Washington Alves/Light Press
Willian é uma das armas do Cruzeiro que podem ficar no banco no clássico diante do Atlético

Apesar do imbróglio envolvendo a negociação do atacante Willian, o presidente do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares, afirmou que o acordo sobre a permanência do jogador deve ser rápida. O mandatário ressaltou a importância do avante para a equipe, porém, disse que o Cruzeiro não vai fazer nada ilegal para poder ficar com o atleta.

“É um jogador interessante. Ele entra em todos os jogos e tem nos ajudado muito, como no ano passado. Estamos fazendo o maior esforço para que ele siga aqui, ele sabe disso, inclusive acertou conosco. Já acertamos com o clube da Ucrânia. Estamos na tentativa de achar a forma certa para efetuar o pagamento e isso poder ser contabilizado no Cruzeiro. Não fazemos nada que possa macular o nosso nome e o nome da instituição”, declarou.

Gilvan revelou as formas de pagamentos que foram propostas pelos ucranianos, opções que foram prontamente rechaçadas pela diretoria celeste. “Pediram formas diferentes de pagamento. Em vez de pagar o valor econômico, pagar valor de imagem. Tem pedido de pagar em paraíso fiscal, mas não faremos nada disso. Será feito o pagamento diretamente ao clube. O dinheiro que sai daqui ele é taxado pelo Governo Federal. Temos que achar uma forma de esse dinheiro entrar legalmente na contabilidade do Cruzeiro”, disse.

“Não faremos de outra maneira. A diretoria do Cruzeiro fez esse esforço todo e possivelmente vai ficar com o Willian. Queremos encontrar uma forma que não possa ser criticada depois. Não existe a compra de direito de imagem do atleta no nosso país. Eles procuram uma fórmula ainda. O atleta segue treinando no Cruzeiro, já que eles autorizaram essa situação”, completou o presidente da Raposa.

Gilvan contou porque o clube tem encontrado tantas dificuldades para realizar o pagamento e fechar a transação do jogador. “É a primeira vez que vejo isso no futebol. A gente tem clubes diferentes no Brasil. Lá, às vezes, o clube é de uma pessoa. O dono era presidente do clube e ligado à presidência da Ucrânia. Ele foi cassado do clube pela Fifa. Eles têm receio que possa haver um problema qualquer com o clube e o Cruzeiro não tenha a quem pagar, já que a entidade pode desaparecer”, afirmou

O mandatário confirmou ainda o valor pago pela agremiação estrelada para permanecer com o jogador. “A proposta que fizemos foi essa, de € 4 milhões (cerca de R$ 12 milhões). Mas não é à vista, é parcelado. Agora, a forma de recebermos o documento dessa transação é o que estamos discutindo com eles”, concluiu.  

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