Não vamos aceitar regras do governo cubano, diz Aécio

O senador afirmou que não aceitará as regras do governo cubano para pagamento de profissionais do programa Mais Médicos, uma das principais vitrines da gestão da presidente Dilma Rousseff (PT) para a eleição deste ano

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, é sabatinado nesta quarta-feira (16), em evento realizado no Teatro Folha (shopping Pátio Higienópolis), em São Paulo
Reinaldo Canato/UOL/Folhapress
O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, é sabatinado nesta quarta-feira (16), em evento realizado no Teatro Folha (shopping Pátio Higienópolis), em São Paulo

Em sabatina realizada pela "Folha de S.Paulo", pelo portal "UOL", pelo "SBT" e pela rádio "Jovem Pan", o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) afirmou que não aceitará as regras do governo cubano para pagamento de profissionais do programa Mais Médicos, instituído pelo governo federal em 2013.

Atualmente, as bolsas pagas aos médicos brasileiros e estrangeiros é de R$ 10 mil. Porém, diferentemente dos outros países, a remuneração dos profissionais cubanos é paga ao governo do país e apenas R$ 3.000 chegam ao bolso dos médicos.

O ex-governador de Minas Gerais (2003-2010) disse que esse acordo terá que ser refeito, mas não explicou como garantirá que o atual número de profissionais será mantido caso Cuba não aceite um novo acordo. Atualmente, cerca de 80% dos médicos do programa federal no Brasil é proveniente de Cuba.

"Nós vamos manter os Mais Médicos, vamos fazer com que eles se qualifiquem e estabelecer novas regras para os médicos. Não vamos aceitar as regras do governo cubano", disse o senador no evento que aconteceu nesta quarta-feira (16) no Teatro Folha, em São Paulo.

O senador também afirmou que o atual governo "financia" Cuba com parte da remuneração dos médicos. Para o tucano, os profissionais estrangeiros devem ser qualificados no Brasil e passar pelo exame Revalida, que "nacionaliza" os diplomas.

Aécio também disse que a saúde não pode ser "circunscrita" ao programa Mais Médicos. A política é uma das principais vitrines da gestão da presidente Dilma Rousseff (PT) para a eleição deste ano.

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