De todo o país para a capital

Comemoração teve até faixa escrita em português como homenagem aos brasileiros

iG Minas Gerais | Manoella Barbosa |

Berlim. Susanne Willing, 52, secretária em Düsseldorf, foi com a família para Berlim para acompanhar a recepção dos campeões mundiais e cantava alegremente: “Tenho três filhos, o mais velho deles tinha três anos de idade quando a Alemanha ganhou a última Copa. Queria que eles fizessem parte disso aqui”, disse ela, antes de gritar: “Mario Götze, deus do Futebol”, mais uma da brincadeiras do animador no palco, que pedia que a plateia respondesse com “Deus do Futebol” toda vez que ele entoasse o nome de um dos jogadores.  

O estudante universitário Marcus Bahrling, 35, também quis estar presente com os filhos. O futuro administrador de empresas berlinense levou o filho de 10 anos e a filha de 8 para o Fanmeile: “Nós esperamos 24 anos para conquistar mais uma estrela, não quero que meus filhos tenham que esperam tanto para comemorar a vitória em um Mundial”, disse ele, rindo.

E, realmente, muitos dos presentes aparentavam não ter comemorado a última vitória alemã em uma Copa. Como a estudante Alexandra Blatscke, 19. A garota de Hamburgo decidiu espontaneamente ir para Berlim: “Decidi de última hora, afinal não é todo dia que a Alemanha ganha um título tão importante. Eu nasci na Alemanha, acompanhei as últimas Copas, a gente sempre esteve tão perto e nunca ganhamos. Agora, é minha hora de comemorar”. Alexandra pintou na bochecha direita uma bandeira do Brasil, porque “gosta do país e acha as pessoas simpáticas”.

Sandra Lösche, 36, vive em Zurique, na Suíça. A professora de educação física tirou um dia livre para estar em Berlim: “Para mim, essa vitória, em 2014, tem um gosto diferente daquela de 1990”, ressalva Sandra, nascida em Thürigen, antiga Alemanha Oriental. “Em 1990 ainda era tudo muito recente com a queda do muro. As Alemanhas Ocidental e Oriental ainda não tinham se reencontrado realmente. Mas, agora, para as novas gerações, só existe uma Alemanha, e esta nos deu esse presente. Para mim, como Ossi (nome dado aos nascidos na ex-Alemanha Oriental), isso é muito significativo”.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave