Advogado de CEO da Match se nega a dar depoimento

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Preso desde segunda-feira em Bangu, na zona oeste do Rio, o CEO da Match, Raymond Whelan, teve os cabelos cortados e vestiu o uniforme do sistema penitenciário: camiseta verde e calça jeans. Enquanto seus advogados aguardam a análise do Habeas Corpus pela 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, o executivo inglês teve nesta terça seu primeiro dia na rotina de Bangu 10, com quatro refeições por dia e direito a banho de sol.  No presídio, estão outros oito presos na operação "Jules Rimet", entre eles o franco-argelino Lamine Fofana, que conversou ao telefone com Whelan em pelo menos 900 ligações interceptadas pela polícia. Acusado de fazer parte de quadrilha de cambistas que atuava na Copa do Mundo, o CEO da Match está em cela individual.  Dos 12 acusados de participação no esquema, só não estão em Bangu 10 Fernanda Paulucci, por ser mulher (está em outra unidade do complexo), o PM reformado Ozeas do Nascimento, levado para o Batalhão Especial Prisional (BEP), e o advogado José Massih, que responde em liberdade por ter colaborado na investigação. Intimado a depor pelo segundo dia seguido, o advogado de Whelan, Fernando Fernandes, novamente não compareceu à delegacia. Enviou seu advogado, Wagner Gusmão.  Fernando Fernandes, segundo a polícia, será indiciado por suposto favorecimento pessoal após ter sido flagrado deixando o Copacabana Palace com seu cliente minutos antes da chegada dos policiais, na quinta-feira passada, quando o novo mandado de prisão foi expedido. O CEO da Match passou quatro dias foragido até se entregar na segunda. Em nota, Fernando Fernandes afirmou que tem "impedimento legal de prestar qualquer esclarecimento a respeito dos fatos envolvendo a defesa de Raymond Whelan, garantido pelo artigo 133 da Constituição Federal". Por essa razão, o advogado pediu dispensa do depoimento. "Não irei me amedrontar diante das ameaças policiais", afirmou por meio de sua assessoria de imprensa. Nesta terça-feira, um gerente do Copacabana Palace prestou depoimento na 18ª DP. O segurança da porta de serviço do hotel, por onde Whelan fugiu, já havia comparecido no dia anterior. Eles não devem ser indiciados por favorecimento pessoal.

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