Palmeiras apresenta novo dono para antiga camisa de Alan Kardec

Atacante Pablo Mouche, de 27 anos, vai usar o número 14 do Verdão

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

O Palmeiras apresentou oficialmente nesta terça-feira (15) o atacante Pablo Mouche, 27, e o zagueiro Fernando Tobio, 24.

Mouche é o novo dono da camisa 14, que foi vestida por Alan Kardec em sua passagem pelo clube, de 2013 até o mês de maio, antes da transferência dele para o São Paulo. Tobio vestirá a camisa 2, vaga desde a saída de Ayrton, no ano passado.

Vindo do Kayseirspor, da Turquia, Mouche teve sucesso em sua passagem pelo Boca Juniors entre as temporadas 2005 e 2006. Antes, atuou pelo Estudiantes. Entre 2006 e 2007, antes de se transferir para a Turquia, jogou pelo Arsenal de Sarandi, também da Argentina.

O atacante assinou contrato com o Palmeiras por cinco anos e já está integrado ao elenco desde junho, quando o clube realizou pré-temporada na cidade de Atibaia, interior de São Paulo.

Revelado pelo Vélez Sarsfield, onde trabalhou com o técnico Ricardo Gareca, Tobio também assinou contrato por cinco anos.

Mouche revelou que não tem condições físicas para enfrentar o Santos na próxima quinta (17), na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro.

"Trabalho para poder jogar contra o Cruzeiro, domingo, no Pacaembu", afirmou.

Já Tobio deve ser titular no clássico ao lado de Wellington. O capitão Lúcio cumprirá suspensão contra o clube alvinegro.

"Jogar ao lado de Lúcio será algo muito lindo, por toda a história que ele tem no futebol", disse o defensor, utilizando uma expressão com conotação positiva muito comumente empregada pelos argentinos.

Mouche revelou ter recebido propostas para seguir na Europa. Mas afirmou ter optado pelo Palmeiras devida à dimensão do clube.

"Sei que o Palmeiras é um dos maiores do Brasil, o clube que ganhou mais títulos nacionais e que sempre foi protagonista em Copas Libertadores. Encaro isso como um desafio muito grande e por isso escolhi jogar aqui", disse.

ARGENTINOS

Mouche e Tobio foram apresentados pregando respeito. Indagados se conheciam a música "Decime que se siente", canção zombeteira contra brasileiros, que tornou-se hino da torcida argentina durante a Copa do Mundo, a dupla rechaçou até mesmo conhecer a letra.

"Eu já escutei, mas não sei a letra", afirmou Mouche, com um sorriso irônico. "A verdade é que aprendi a ser profissional desde muito pequeno e jamais cantaria essa ou outra canção para um colega de clube", afirmou.

"Isso de canções é folclore, deixo para os torcedores", completou Tobio.

A dupla também não quis polemizar quanto à Bola de Ouro do Mundial, concedida ao conterrâneo Lionel Messi. A escolha da Fifa foi criticada no país vizinho, inclusive pelo ídolo maior Diego Maradona.

"Houve muitos jogadores de alto nível, como Robben, Neymar e Messi. Mas, se a Fifa o escolheu, deve ter os seus motivos. Melhor perguntar para a Fifa, então", diz Mouche. "A mim, me parece que Mascherano também fez um bom Mundial", disse Tobio.

INTERCÂMBIO

Os argentinos também não quiseram entrar na polêmica quanto à possibilidade da seleção brasileira contratar um comandante estrangeiro no futuro próximo. Na segunda (14), o técnico Ricardo Gareca afirmou que tal ideia seria uma loucura.

"Os dirigentes brasileiros é que têm de saber o que será melhor para a seleção, se um brasileiro ou estrangeiro", disse Mouche.

"Capazes, os argentinos são. Mas talvez para os brasileiros seja mais fácil, pois eles já conhecem melhor os jogadores", completou Tobio.

Mouche também negou que tanto ele quanto Tobio terão facilidades para se tornarem titulares por terem a mesma nacionalidade do chefe.

"Não existe isso, terei de trabalhar para conseguir a titularidade. Nunca trabalhei com Ricardo antes, mas se ele confiou em mim, é porque acha que posso fazer um bom trabalho", afirma Mouche.

"Claro que o fato de o Gareca, com quem trabalhei no Vélez, estar aqui, facilitou minha adaptação. Mas estou aqui para conquistar meu espaço trabalhando", finalizou Tobio.

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