Campos diz que, se eleito, não tem pretensão de disputar outro mandato

O candidato é o primeiro a afirmar que poderia acabar com o segundo mandato dos eleitos para o Executivo ainda em seu primeiro governo

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O ex-governador de Pernambuco e candidato a presidente Eduardo Campos (PSB) afirmou nesta quarta-feira (15) que, se eleito, não tem pretensão de disputar a reeleição e abdicaria de um eventual segundo mandato em prol de uma "pauta renovadora" na política. Em sabatina promovida pela Folha de S.Paulo, UOL, SBT e Jovem Pan, o pessebista defendeu uma reforma política com mandato de cinco anos, com coincidência de eleições e fim da reeleição.

O candidato é o primeiro a afirmar que poderia acabar com o segundo mandato dos eleitos para o Executivo ainda em seu primeiro governo. Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o senador e candidato Aécio Neves (PSDB) também defendeu a reeleição, mas não sinalizou que conseguiria enviar o projeto ainda no primeiro mandato.

Campos disse que sua candidatura não é um "pleito" ou "busca pessoal". "Mudaria para 5 anos e não me candidataria novamente, sem nenhum problema", disse.

Ex-ministro de Ciência e Tecnologia do governo Lula, o pessebista evitou criticar a gestão do ex-presidente. "Quem é o candidato do PT à Presidência? Se o PT estivesse disputando com o presidente Lula, eu e a Marina [Silva] estaríamos exercendo o papel democrático de exigir", afirmou.

Ele classificou o mensalão como "um horror", mas aproveitou o momento para criticar também o PSDB: "É a mesma coisa sobre a compra de voto no governo FHC". "Todos aqui sabem que tinha divergências explícitas com José Dirceu. Agora, eu participava de um governo que foi construído legitimamente, que acertou ao ter humildade em continuar com a política macroeconômico de FHC", completou.