Preços de berçários sobem até 20,7% em um ano em BH

Valor cobrado por período integral varia até 591,25% entre estabelecimentos

iG Minas Gerais | da redação |

Manter os pequenos em berçários está até 20,77% mais caro em Belo Horizonte neste ano, em comparação com o ano passado. O preço médio da mensalidade nesses estabelecimentos para horário integral subiu de R$ 864,66 em junho de 2013 para R$ 1.044,28 neste mês, segundo pesquisa do Mercado Mineiro realizada em 22 instituições da capital.  

De acordo com o diretor do site, Feliciano Abreu, o momento é de alta generalizada no setor de serviços. “A justificativa das empresas são os encargos trabalhistas, os salários dos funcionários, mas não tem como, aumento de 20% é muito pesado”, diz. Ele aconselha os pais a procurarem um berçário cujo preço seja compatível com o orçamento familiar, já que a variação do valor cobrado pelos estabelecimentos chega a 591,25%. “Independentemente de serem mais caros ou baratos, a responsabilidade e o carinho com as crianças devem ser os mesmos”, afirma. Segundo Feliciano, a região de localização dos berçários interfere bastante no valor da mensalidade, que é maior na região Sul da cidade. Além disso, geralmente, estabelecimentos com custos mais altos têm mais funcionários e melhor infraestrutura. A diferença é tão grande que o preço máximo de mensalidade de meio horário praticado na capital, R$ 1.293,50, é quatro vezes maior do que o menor preço de período integral, R$ 320. “Vale a pena ficar atento nos preços dos concorrentes para poder negociar com argumento, já que berçário não é um serviço que se pode trocar todo dia”, diz o diretor do site.

Alerta Serviços. Para o diretor do site, é preciso redobrar a atenção no tipo de serviço prestado pelos berçários. Há locais com enfermeiras para cada três crianças, outras que oferecem, por exemplo, sala de musicalização.

Alta é maior do que inflação O aumento de até 20,77% no preço médio das mensalidades de berçários em Belo Horizonte é três vezes maior do que a inflação acumulada na cidade nos últimos 12 meses, de 6,76%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas e Administrativas (Ipead). “Essa alta nos assustou bastante porque o salário dos pais não acompanha essa variação”, afirma Feliciano Abreu, diretor do Mercado Mineiro. 

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