Teatro em Ouro Branco

iG Minas Gerais | Daniel Oliveira |

Clássico. Grupo potiguar Clowns de Shakespeare apresenta versão de ‘Muito Barulho por Quase Nada’
Rafael Telles
Clássico. Grupo potiguar Clowns de Shakespeare apresenta versão de ‘Muito Barulho por Quase Nada’

Em sua segunda edição, o Pau Brasil – Festival Nacional de Teatro de Ouro Branco quer discutir onde está, e como sustentar, o público do teatro. “A competição está cada vez mais acirrada, desde a novela, cinema, filmes que você não precisa nem ir mais à locadora, TV a cabo e a própria internet”, lista Ildeu Ferreira, idealizador e coordenador da mostra na cidade que fica a 100 km de Belo Horizonte. Com isso tudo, ele reconhece que é cada vez mais comum ver salas de teatro vazias, mesmo em cidades como BH. “Queremos saber por onde passa isso, se é um enfraquecimento da produção, se é falta de divulgação”, diz.

Da sua parte, o Pau Brasil, que começa sexta-feira e vai até o dia 27, está cumprindo seu papel. O festival, que atingiu um público de quase 5.000 pessoas no ano passado, retorna em 2014 com 32 espetáculos de 15 grupos, vindos de quatro Estados – Minas, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Norte.

Entre os destaques, estão a peça “Lamartine Babo”, do conceituado Centro de Pesquisas Teatrais (CPT) do Sesc-SP; “Muito Barulho por Quase Nada”, do grupo Clowns de Shakespeare, de Natal; “Sonhos para Vestir”, dirigido pela atriz Vera Holtz; e “Não Morrerás”, adaptação do texto de Dráuzio Varella feita pelo grupo Os Satyros, de São Paulo, que abre a mostra no dia 18, às 19h.

Festival realizado em uma cidade sem um teatro edificado, o Pau Brasil apresenta os espetáculos no espaço da Insólita Companhia, idealizadora do evento, e numa tenda montada no município, com capacidade para 300 pessoas. Além de uma mesa-redonda sobre a questão do público no teatro, o festival vai promover outra sobre a formação teatral e os rumos do ensino de artes cênicas. “Pretendemos trazer representantes de universidades, cursos técnicos, do governo estadual e federal, além dos artistas presentes que vão falar sobre suas próprias experiências”, promete Ferreira.

A programação gratuita ainda vai ser estendida para escolas da zona rural daquela região. “São comunidades pouco assistidas que raramente recebem ações dessa natureza, mas é assim que se forma público”, reflete o coordenador.

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