Até a eleição pode ter sido afetada

Em uma das experiências, o Facebook dividiu ao acaso 61 milhões de usuários norte-americanos em três campos no dia da eleição de 2010

iG Minas Gerais | Farhad Manjoo |

MINH UONG
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Nova York. Nos últimos anos, o Facebook expandiu sua equipe de dados científicos para conduzir um grande número de estudos públicos. De acordo com a empresa, a missão da equipe é alterar nossa compreensão da psicologia humana e da comunicação ao estudar o maior ponto de encontro do mundo. Até agora, ela produziu vários insights valiosos.  

Em uma das experiências, o Facebook dividiu ao acaso 61 milhões de usuários norte-americanos em três campos no dia da eleição de 2010, e mostrou a cada grupo uma mensagem (ou nenhuma mensagem) diferente, sem vínculo partidário, estimulando o voto. Os resultados mostraram que determinadas mensagens aumentaram significativamente a tendência de as pessoas votarem – não apenas pessoas que utilizavam o Facebook, mas até mesmo os amigos que não usavam.

“Eu li aquilo e pensei que o Facebook controlava as eleições”, disse Zeynep Tufekci, professora da Escola de Informação e Biblioteconomia da Universidade da Carolina do Norte. “Se podem nos convencer a votar, também poderiam convencer alguns de nós individualmente”.

Ela ofereceu uma convocação às armas contra o Facebook, o Google e outros gigantes da internet por causa de sua capacidade de modelar o que fazemos neste mundo. Porém, se cada estudo demonstrando o poder do Facebook for saudado por um protesto contra seu poder, a empresa e outros sites não vão mais revelar pesquisa alguma. E não é melhor conhecer sua força e tentar se defender contra ela do que nunca ficar sabendo? 

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