Aldo ironiza imprensa e diz que Copa teve sucesso

Ministro ironizou a imprensa estrangeira e pediu mais confiança aos jornalistas brasileiros

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Ministro ironizou a imprensa estrangeira e pediu mais confiança aos jornalistas brasileiros
Roosewelt Pinheiro/ABr
Ministro ironizou a imprensa estrangeira e pediu mais confiança aos jornalistas brasileiros

O ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, ironizou nesta segunda-feira (14) a imprensa estrangeira, pediu "mais confiança" à nacional e disse que o país teve sucesso ao organizar a 20ª edição da Copa do Mundo.

De acordo com dados apresentados pelo ministério em coletiva conjunta com a Fifa no Maracanã, 485 mil pessoas circularam por 21 aeroportos do país, valores superiores ao último Carnaval (465 mil) e Natal (404 mil). Segundo o secretário-executivo da pasta, Luiz Fernandes, houve atraso apenas em 7,46% dos voos. "Abaixo do padrão internacional de 15%", disse.

Fernandes afirmou também que a maioria dos torcedores usou transporte público para chegar ao estádio. Segundo os dados, 80% do público em São Paulo, em Recife, 63%, enquanto 65% dos torcedores do Maracanã usaram o metrô.

"Do ponto de vista operacional foi um sucesso. Os problemas que enfrentamos foram pontuais", disse Fernandes. Após a apresentação dos dados, Aldo dirigiu seu discurso para jornalistas estrangeiros e brasileiros.

"Agradeço aos jornalistas, mesmo aqueles que desconfiavam da nossa capacidade. Em Manaus, por exemplo, as cobras se recolheram durante a Copa, e ninguém foi mordido. Nem nenhum cachorro louco alcançou nenhum turista", disse Aldo, em referência a reportagens de jornais ingleses que apontavam tais "perigos" na capital do Amazonas, onde a Inglaterra perdeu para a Itália por 2 a 1 na primeira fase.

"Aos brasileiros que tiveram tantas dúvidas, principalmente os jornalistas, quem sabe, sem perder o espírito crítico, [ter] um pouco mais de confiança na nossa capacidade talvez seja uma coisa importante", disse o ministro.

Aldo afirma que as desconfianças sobre a capacidade do país organizar a Copa deveriam ter sido dissipadas no ano passado, quando foi realizada a Copa das Confederações. A competição tinha seis sedes, contra 12 da competição deste ano. Além disso, tinha pequeno número de turistas estrangeiros -foram 700 mil entradas durante a Copa até o fim de junho.

Mas, para Aldo, o fato de o país ter enfrentado manifestações maiores durante a competição no ano passado serviu como prova de que era capaz de organizar a Copa.

"Há e houve no caso da Copa, um estado de espírito de pessimismo, certa descrença e desconfiança. O país superou esses desafios e dificuldades. Era possível perceber porque já havíamos passado pela Copa das Confederações.

Era um momento mais delicado, com as manifestações. Poderíamos a partir desse parâmetro calcular que realizaríamos uma Copa do Mundo dentro das nossas limitações", disse Aldo.

SELEÇÃO

O ministro voltou a afirmar que pretende colaborar para melhorar o nível do futebol nacional, após a derrota por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal da Copa. Ele, contudo, não deixou claro de que forma pretende apoiar.

"Quando acontece uma pequena tragédia futebolística, geralmente aparecem soluções aparentemente fáceis, óbvias e erradas", disse o ministro, defendendo parcimônia na definição da estratégia para melhorar o futebol do país.

Ele fez críticas ao assédio de clubes europeus a jogadores brasileiros com menos de 18 anos. Apesar de a Fifa proibir a transferência internacional de menores de idade, times contratam pais das promessas para camuflar a negociação dos jogadores.

"Vamos procurar defender no esporte aquilo que é de interesse público, respeitando a autonomia das entidades", disse o ministro.

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