Filha de advogado do caso Elisa Samudio será cremada no Panamá

Família prestará uma última homenagem à vítima no cemitério Parque da Colina, ainda esta semana; irmã de Graziella disse que ainda não sabem como ela morreu

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas |

Primeiras informações dão conta que a mineira foi encontrada morta no apartamento em que morava
Reprodução / Facebook
Primeiras informações dão conta que a mineira foi encontrada morta no apartamento em que morava

O corpo da mineira Graziella Cavalcante, de 37 anos, filha do advogado José Arteiro Cavalcante Lima, que atuou como assistente de acusação no caso Eliza Samudio, será cremado nesta segunda-feira (14), na Cidade do Panamá, na América Central, onde foi encontrada morta, na última quinta-feira (10). A informação foi confirmada pela irmã da vítima.

O advogado, mulher e outras duas irmãs de Graziella devem voltar à Belo Horizonte entre esta terça e quarta-feira. Na mesma semana, familiares e amigos devem fazer as últimas homenagens a Graziella, em uma cerimônia no cemitério Parque da Colina, no bairro Nova Cintra, na região Oeste de Belo Horizonte.

A família ainda não sabe como Graziella morreu. “Só sabemos que é assassinato, mas estão investigando ainda”, contou uma irnã da vítima, de 15 anos.

Graziella morava sozinha no apartamento, onde foi encontrada sem vida. De acordo com o site local crítica.com.pa, a vítima trabalhava como professora de artes marciais e foi encontrada com cortes no pescoço, outros sinais de violência e em estado de decomposição. Ainda segundo as informações publicadas, após o sumiço da vítima, parentes da professora pediram para que um amigo fosse até o apartamento dela. Como ela não atendeu ao interfone, esse amigo teria arrombado a porta da residência e encontrado o corpo caído no chão.

A princípio a polícia descarta suicídio e latrocínio - roubo seguido de morte -, já que o apartamento não estava arrombado, ainda segundo o jornal local.

De acordo com a filha mais nova do advogado, de apenas 15 anos, que atendeu a reportagem de O TEMPO pelo telefone, Graziella havia falado com a família, pela última vez, na sexta-feira (4). Uma prima da vítima que mora em Nova York foi quem teria ligado para a família e ter dado a notícia, ainda, segundo a adolescente. 

Graziella havia se mudado para o país há cinco anos. A irmã dela relatou que ela tinha um namorado, mas que eles haviam terminado. A jovem não soube explicar o motivo do fim do relacionamento e nem o tempo que eles ficaram juntos. O ex-namorado da vítima não foi localizado.

Na página da professora no Facebook, há fotos dela com cachorros e com um saco de areia, usado em lutas de box. Duas de suas paixões segundo o site local. Alguns amigos da família, já trocaram as fotos do perfil por imagens de laços pretos, fazendo menção a estado de luto. 

A reportagem de O TEMPO entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, que se comprometeu em apurar o andamento das investigações e se pronunciar sobre o caso. Já a embaixada do Panamá, no Brasil, afirmou não poder passar informações sobre o assunto para preservar a família.

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