Dono de posto sofre sequestro relâmpago e libertado após resgate

Vítima ficou sob a mira dos suspeitos por cerca de quatro horas; um dos funcionário do empresário foi escolhido pelos bandidos para fazer a entrega do pagamento

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas |

Um dono de posto de combustíveis, de 48 anos, foi agredido e sequestrado, enquanto entrava em sua casa, na noite desse domingo (13), em Campos Gerais, no Sul de Minas. A vítima ficou sob a mira dos suspeitos por cerca de quatro horas e só foi libertado, na madrugada desta segunda-feira (14), após o pagamento de resgate. A Polícia Militar (PM) não divulgou o valor repassado pela família do empresário.

Por volta das 21h30, testemunhas informaram à PM que o comerciante foi abordado, na rua Filomena Gomes, no bairro Primavera, por três homens armados. Eles agrediram a vítima e a colocaram no banco de trás de um Honda City prata, seguindo sentido cidade de Boa Esperança, pela BR-369.

Cerca de 30 minutos depois, a família da vítima recebeu uma ligação. Os suspeitos teriam colocado empresário ao telefone e ele informava sobre o sequestro. Ainda, pediu a família que recolhesse os R$ 55 mil que tinha em casa e entregasse para um frentista de seu posto, para que ele levasse o dinheiro ao local combinado.

A família revirou a casa e encontrou apenas parte deste valor, e fez como foi ordenado. A PM também teve informações sobre a possibilidade de pagamento de resgate e acionou a Polícia Civil, que fez contato com o funcionário que faria a entrega do dinheiro, pedindo que ele aguardasse um novo telefonema dos suspeitos.

Às 1h, o frentista recebeu a ligação. Foi dito a ele que se chamasse a polícia a vítima morreria, e mandaram que ele deixasse a bolsa com o dinheiro em uma estrada vicinal, próximo a Serra do Cristo, perto de uma capela. A Polícia Civil não impediu o funcionário de levar o dinheiro e ele o fez. Uma hora depois, a PM recebeu uma ligação via 190 dizendo que a vítima estava em um sítio machucada.

A PM foi ao local e o empresário estava lá, com cortes na cabeça, provenientes de coronhadas. Ele contou que foi deixado dentro do carro amarrado e com uma fita na boca. Ele tria levado cerca de 15 minutos para conseguir abrir o carro. O comerciante só foi liberto, após o pagamento de resgate.

O delegado de Campos Gerais, Danilo Domingos Pereira, é quem está a frente das investigações do caso. Segundo ele, ainda não há nenhum suspeito identificado e o inquérito já foi instaurado.