Para chefão da F-1, chance de corrida de rua em Londres é pequena

Principal preocupação dos organizadores é quanto á organização do evento e aos custos

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Ingleses mantêm segredo em torno da cerimônia de abertura da Olimpíada
Kirsty Wigglesworth/AP
Ingleses mantêm segredo em torno da cerimônia de abertura da Olimpíada

Apesar da aprovação de uma lei, na semana passada, que facilitará que corridas de carros sejam realizadas nas ruas da Grã Bretanha, a chance de Londres receber uma etapa do Mundial de F-1 é muito pequena, de acordo com Bernie Ecclestone.

Segundo o detentor dos direitos comerciais da categoria, duas coisas preocupam: patrocínio e segurança.

"Tudo dependeria de conseguirmos parceiros comerciais para esta empreitada, pois como vamos bancar isso?", questionou o dirigente inglês em entrevista à Press Association.

"A notícia [da aprovação da lei] é boa, mas não sei se conseguiríamos fazer uma corrida de rua porque não é barato fazer isso de uma maneira segura. Corridas de rua são caras. Vamos esperar para ver o que acontece. Pelo menos é um bom sinal e um passo na direção certa", completou Ecclestone.

A realização de uma corrida nas ruas de Londres é um antigo sonho do dirigente. Em 2012 os planos para uma etapa da F-1 ser realizada na cidade foram discutidos e um traçado para a prova chegou inclusive a ser estudado. A ideia seria fazer com que o circuito passasse por pontos turísticos da capital inglesa, como o Big Ben e o Palácio de Buckingham.

Boris Johnson, prefeito de Londres, também é um entusiasta da ideia, mas conta com a oposição de membros do Conselho de Westminster, a autoridade local que seria responsável pela organização da prova.

A mudança na legislação foi anunciada na última sexta-feira (11), durante um evento na fábrica da Williams, pelo primeiro ministro inglês, David Cameron.

Pela nova lei, os conselhos locais terão o poder de fechar ruas para realizar eventos, o que abre a oportunidade para que corridas de motos, carros e ralis sejam realizados na Grã-Bretanha. Antes, os eventos tinham de ser aprovados pelo Parlamento.

"Estamos mudando a legislação para dar mais autonomia aos conselhos, o que é uma grande notícia para os esportes a motor. Mais corridas, mais eventos, mais dinheiro entrando em nosso país e mais sucesso para esta indústria extraordinária", afirmou Cameron na sexta-feira.

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