Policiais acusados de tentativa de homicídio vão a júri em Vespasiano

Militares fizeram um cerco a assaltantes na MG-010, em 2004, no qual a comerciante Ana Paula Silva, que passava pelo local, foi baleada na cabeça e morreu

iG Minas Gerais | Bruna Carmona |

Começou com meia hora de atraso, no Fórum de Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte, o julgamento dos seis policiais militares acusados de tentativa de homicídio contra três pessoas durante um cerco policial a assaltantes, na MG-010, próximo a Pedro Leopoldo. Na abordagem, a comerciante Ana Paula Nápoles Silva, que passava pelo local, foi baleada na cabeça e morreu. Outras duas pessoas ficaram feridas na ação.

Os acusados irão a júri a popular nesta segunda-feira (14) na 2ª Vara Criminal da Comarca de Vespasiano. O desembargador Furtado de Mendonça, relator do processo no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, manteve a sentença que determinou que os réus fossem levados a júri popular sob a justificativa de que, uma vez que há indícios de que os tiros que atingiram as vítimas partiram das armas dos militares,  “estes devem ser submetidos ao julgamento pelo Tribunal do Júri, juízo natural de crimes dessa natureza”. O desembargador afirmou ainda que eles vão responder por tentativa de homicídio porque não foi possível determinar quem foi o autor do tiro que matou a comerciante Ana Paula Silva.

Pouco depois das 9h30 os jurados começaram a ser sorteados. No total, promotoria e defesa arrolaram 39 testemunhas. A previsão é de que o julgamento dure três dias.

Durante a apresentação das questões preliminares de defesa e acusação, a representante do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), promotora Marina Kattah, alegou que o crime, por ser militar, não pode ser julgado no Tribunal do Júri.

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