Saúde privada investirá mais de meio bilhão em BH e região

Em 2013, 71 milhões de pessoas no Brasil pagaram por planos; valor refere-se a quatro hospitais

iG Minas Gerais | Juliana Gontijo |


Presidente Marcos Rabello, do Hospital  Vera Cruz, diz que serão mais 150 leitos com a expansão
Alex de Jesus / O Tempo
Presidente Marcos Rabello, do Hospital Vera Cruz, diz que serão mais 150 leitos com a expansão

A necessidade de atender ao aumento da demanda por atendimento na área da saúde está movimentando os investimentos dos hospitais particulares na capital e Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte. No total, estão previstos, pelo menos, R$ 565 milhões em investimentos, considerando os valores orçados de quatro hospitais.

O professor de pós-graduação em Gestão e Saúde do Ibmec, Carlos Eduardo Santiago de Carvalho, afirma que os investimentos vão amenizar os problemas no atendimento, mas não serão suficientes para solucionar o déficit de leitos do setor.

Ele observa que, nos últimos cinco anos, 14 hospitais entre públicos e privados foram fechados na capital. “O problema foi a não utilização adequada dos recursos. Faltou gestão”, diz o professor.

E a rede Mater Dei de Saúde é uma das responsáveis pelo aumento dos serviços na capital. Serão cerca de R$ 300 milhões na unidade Contorno, que foi inaugurada no último dia 1º de junho, no Barro Preto, região Centro-Sul. “É a primeira fase. O restante será viabilizado de acordo com a demanda”, explica o presidente da rede, Henrique Salvador.

Metade do aporte veio por meio de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o restante, com recursos próprios. “Se inaugurarmos o prédio todo de uma vez, os custos podem comprometer os investimentos”, observa.

De acordo com Salvador, durante a primeira fase do empreendimento foram gastos em torno de R$ 220 milhões. Ele ressalta que, além da questão dos recursos, é necessário tempo para um intenso processo de capacitação de profissionais antes do início da operação.

Já estão em funcionamento o pronto-socorro, dois andares de internação, totalizando 64 apartamentos, além de dez salas de cirurgia, 21 leitos do Centro de Terapia Intensiva (CTI), Centro de Material Esterilizado (CME), lanchonete, serviço de nutrição dietética, estacionamentos e áreas de apoio. Na unidade da Contorno trabalham 530 funcionários.

O Hospital Felício Rocho, no mesmo bairro da região Centro-Sul da capital,também está viabilizando sua expansão, conforme o controller do hospital, Carlos Manoel da Silva. De acordo com ele, o projeto já foi aprovado pela Prefeitura de Belo Horizonte. “No momento, estamos fazendo o levantamento da documentação para conseguir o financiamento do BNDES”, diz.

O hospital vai construir uma torre de 13 andares, abrindo cerca de 150 leitos, com investimentos na casa de R$ 100 milhões. A expectativa é que as obras possam ser iniciadas no prazo de seis meses.

 

Em alta

Beneficiários. O mercado de saúde suplementar atingiu a marca de 71 milhões de beneficiários em 2013 – alta de 5,6% frente a 2012, segundo a Federação Nacional de Saúde Suplementar.

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