Variação do número de secretarias em Minas é ‘elástica’

iG Minas Gerais |

A variação na quantidade de pastas é mais evidente em nível estadual. Em Minas Gerais, os cortes de secretarias nas gestões recentes ocorreram depois dos chamados “choques de gestão” do PSDB: o primeiro durante o governo do senador Aécio Neves (2003 a abril de 2010), e o outro no ano passado, com a redução de despesas anunciada pelo ex-governador Antonio Anastasia. Porém, novas secretarias acabaram sendo criadas depois.

Candidato à Presidência da República e um dos maiores críticos à quantidade de ministérios do governo federal, Aécio Neves, em seu primeiro mandato como governador de Minas (2003-2006), cortou o número de secretarias de 21 para 17, sendo 15 permanentes e duas extraordinárias. O número foi mantido durante o segundo mandato até quando Anastasia assumiu o Estado.

Logo no início do governo (2010), Anastasia – que era vice de Aécio e assumiu quando o governador se licenciou para disputar o Senado – criou outras seis secretarias: três permanentes e três extraordinárias.

Em 2013, véspera de ano eleitoral, o tucano anunciou um segundo choque de gestão e cortou a mesma quantidade de pastas que havia formado em 2010, além de cargos comissionados e outras despesas.

Paulista. No caso de São Paulo, governado por nomes tucanos desde 1995, com a eleição de Mário Covas (PSDB), a oscilação do número de secretarias também é registrada, mas a única redução foi no primeiro mandato de Geraldo Alckmin (2001-2002), de 21 para 15 pastas.

Em seu segundo governo (2003-2006), Alckmin manteve o número. Depois, a quantidade foi só aumentando, e hoje o total é de 26 (veja arte ao lado), quantidade maior de pastas do que quando ele assumiu pela primeira vez o governo. (LA)

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