“Nunca uma Copa foi tão politizada”

iG Minas Gerais |

Brasília. Em nenhum outro momento da história do Brasil e das Copas, o futebol e a política estiveram tão interligados quanto neste Mundial. A afirmação é do historiador Flávio de Campos, coordenador do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Futebol e Modalidades Lúdicas (Ludens) da Universidade de São Paulo (USP).

Em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”, Campos afirmou que, “desde junho de 2013, a política acompanhou o desenrolar do torneio”. Para ele, “a Copa já interferiu no resultado das eleições” e a tentativa de apropriação eleitoral do torneio é “absolutamente normal e esperada”.

“A percepção da sociedade otimista tende a favorecer quem está no governo, enquanto uma percepção pessimista tende a influenciar a oposição. Dilma sai perdendo pela falta de embate político. Não existe quem combata a apropriação que a oposição faz dos problemas de organização.”

Shopping

Vaias. Para Campos, o público que vaiou Dilma nos estádios não é apenas elite. O historiador define aqueles torcedores como “um público de shopping center, raivoso, rancoroso”.

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