Polêmicas teológicas e as interpretações de Hebreus 9: 27

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O Concílio Ecumênico de Éfeso (431) proclamou o dogma de que Jesus só tem uma pessoa, a divina (monofisismo). Mas temos certeza de que Jesus, o Messias, é uma pessoa! E o grande teólogo Eutiques concluiu que se Jesus só é pessoa divina, sua natureza é só divina. Mas, para o Concílio Ecumênico de Calcedônia (451), Jesus tem duas naturezas: a divina e a humana. Mas se Ele, pelo dogma de Éfeso, é só pessoa divina, como Ele poderia ter natureza humana? O Concílio de Éfeso (431) criou também o dogma de que Maria, Mãe de Jesus, é Mãe de Deus (“Teotokos”), doutrina que recebeu influência da mitologia, o que o grande teólogo Nestório, patriarca de Constantinopla (século V), não aceitou. O seu grupo defendia a tese de que Jesus tinha duas pessoas, uma divina e outra humana, e que Maria seria mãe apenas da pessoa humana de Jesus. Nestório estava certo, pois, como pode Deus ter mãe? E Jesus ensinou que Deus mesmo é só aquele Espírito que Ele chamou de Pai Dele e de todos nós, que é a causa primeira de todas as coisas, da doutrina espírita, e único Ser incontingente (que não vem de outro ser), da tese de são Tomás de Aquino. De acordo com a teologia de que Jesus é outro Deus, porque Ele é Filho de Deus, todos nós deveríamos ser também outros deuses iguais ao Deus Pai, pois todos nós somos igualmente filhos de Deus. Ou será que Jesus errou, ensinando-nos que Deus é Pai de todos nós?  Muitas outras polêmicas surgiram no cristianismo. Uma delas é a interpretação de Hebreus 9: 27. O autor diz uma grande verdade, ou seja, que o homem morre uma vez só, do que conclui que a morte de Jesus na cruz, apesar de ser também uma vez só, foi plenamente eficaz, o que nada, nada mesmo, tem a ver com a reencarnação. Mas muitos líderes religiosos não reencarnacionistas querem escandalosamente interpretar esse texto como sendo contrário a ela. Convém lembrá-los de que nem todos os seus fiéis são como os alunos do jardim da infância! Na verdade, muitos desses líderes religiosos querem mesmo é manter seus fiéis crendo o inferno literal bíblico, quando ele é figurado e mitológico. É que sem esse inferno interpretado literalmente, eles perdem fiéis e, consequentemente, isso diminui os dízimos. E, assim, a reencarnação só poderia mesmo se tornar uma dor de cabeça para esses líderes religiosos. Mas, lendo-se o texto na íntegra, constata-se que ele nada tem mesmo a ver contra a reencarnação. É como se diz muito frequentemente entre os estudiosos da Bíblia: deve-se tomar o contexto, e não um texto isolado. O espírito ou o homem interior jamais morre. O que morre é o homem material ou exterior (2 Coríntios 4: 16). “(...) Aquele que desce à sepultura, jamais tornará a subir” (Jó 7: 9). O que desce à sepultura é o corpo, o homem exterior, e não o espírito, o homem interior, que só sai do corpo e volta para Deus (Eclesiastes 7: 12). E é o espírito que reencarna e em muitos homens, que morrerão uma vez só em cada reencarnação, até que o espírito deles pague tudo, até o último centavo (Mateus 5: 26).  Sim, o que o espírito não paga nesta vida, paga na outra, mas pago o último centavo do seu carma, não vai pagar mais nada. E isso derruba por terra, totalmente, as penas eternas infernais! Está na rede nacional de cinemas o novo filme espírita “Causa e Efeito”, da Fundação Espírita André Luiz (Feal), de Guarulhos (SP), dirigido pelo experiente cineasta André Marouco, diretor de vários outros filmes e da TV Mundo Maior.

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