Podolski deixa a Copa com o título de xodó do povo brasileiro

Com mensagens nas redes sociais e muito carisma, atacante foi o elo entre a seleção alemã e o Brasil

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

Entre os mais simpáticos da seleção alemã, Podolski sorri ao brincar que apenas apoiará equipe da arquibancada
Reprodução/Twitter
Entre os mais simpáticos da seleção alemã, Podolski sorri ao brincar que apenas apoiará equipe da arquibancada

Rio de Janeiro – Ele não jogou muito durante a Copa, é verdade. Mas foi fundamental no processo de aproximação da seleção alemã com o povo brasileiro. Lukas Podolski deixa o Mundial com o título de campeão do mundo e também com o prêmio de “Senhor Simpatia”. Não foram raras as vezes que o jogador utilizou as redes sociais para mandar mensagens aos brasileiros. No melhor estilo tupiniquim, o atacante alemão chegou a revelar seu fanatismo pelas novelas locais.

“Eu não sei escrever em português, mas eu fazia o texto em inglês e pedia para que um tradutor postasse minhas mensagens no Twitter. Não tínhamos muitas coisas para fazer aqui, estávamos sempre treinando, tendo jogos e ficando no hotel. Mas nós víamos os programas de TV do Brasil no quarto, e eu tenho vários amigos que já vieram aqui no Rio. O que eu posso dizer é que nós estamos juntos com os brasileiros. Eu amo o Brasil, gosto das praias, do povo, enfim, nos divertimos bastante por aqui”, afirmou Podolski, que tratou de exaltar a qualidade do torneio realizado pelo Brasil.

“Foi um grande torneio, um grande país com grandes pessoas e é por isto que eu procurei apoiar o povo daqui. Todas as cidades em que fomos as pessoas nos receberam com muito carinho. Nós aproveitamos bastante os dias que tivemos neste país”, completou o jogador.

O nível de intimidade com o Brasil já é tão grande que uma possível vinda para o futebol brasileiro passa, nem que seja minimamente, pela mente de Podolski. O Flamengo poderia contar com o poder de fogo do atacante daqui a  alguns anos? Deixemos que ele mesmo responda. 

“Eu quero ficar na Europa nos próximos anos. Quando acabar meu contrato com o Arsenal, a gente vê o que acontece. Eu posso escolher vários países para jogar, vamos ver o que acontecerá nos próximos anos. O Flamengo tem camisas bem parecidas com as nossas. É uma grande cidade, com um grande povo. No futebol, a gente nunca pode dizer não”, concluiu.