Torcedores lotam bar germânico para festejar o título mundial

Alemães, descendentes de germânicos e simpatizantes marcam presença no Krug Bier para comemorar o tetra

iG Minas Gerais | ANA PAULA PEDROSA |

Esportes - Belo Horizonte, Mg. Copa do Mundo. Final da Copa do Mundo no Brasil. Alemanha e Argentina se enfrentam. Na foto: Torcedores da Alemanha no Krug Bear em Belo Horizonte acompanham o jogo,. Fotos: Leo Fontes / O Tempo - 13.7.14
LEO FONTES / O TEMPO
Esportes - Belo Horizonte, Mg. Copa do Mundo. Final da Copa do Mundo no Brasil. Alemanha e Argentina se enfrentam. Na foto: Torcedores da Alemanha no Krug Bear em Belo Horizonte acompanham o jogo,. Fotos: Leo Fontes / O Tempo - 13.7.14
Caras pintadas, colares de havaiana em vermelho, amarelo e preto, e samba para comemorar.  O"carnacopa" alemão reuniu  cerca de 400 pessoas no Krug Bier, no bairro São Bento, zona Sul de Belo Horizonte. Durante toda a Copa, o bar foi ponto de encontro de alemães, descendentes e simpatizantes da seleção que acabou com o sonho do hexa brasileiro, mas esbanjou carisma.   “O resultado foi muito justo. A Alemanha ganhou por sua competência e o que eles fizeram no Brasil foi comovente”, disse a professora de alemão Raquel Schwaiger. Enrolada em uma bandeira da Alemanha e com uma caneca de chope na mão, ela festejou muito o gol marcado por Göetz que deu o título à Alemanha.    Para receber os alemães, o Krug Bier abriu as portas ao meio-dia, duas horas antes do horário habitual de domingo. As mesas foram tomadas rapidamente e se encheram de bandeiras do país.   A professora de alemão Carolina Viterbo chegou cedo e ajudou a aprontar a torcida, pintando bandeirinhas no rosto de quem pedia. Ela já morou na Alemanha e conta que não se surpreendeu com o carisma da seleção. “Eles gostam muito do Brasil. Faziam festa só de saber que eu sou brasileira”, diz.    Casado com uma alemã, Diego Menezes já visitou o país quatro vezes e tem a mesma impressão. “Eles são um povo feliz e só de ouvirem falar do Brasil já abrem um sorriso”, conta. A mulher dele, Sabrina Koch Menezes, diz que “todo mundo gosta do Brasil”.    Desde o primeiro jogo, ela reúne no Kurg Bier o grupo Amar e Viver Alemão, (LLD, na sigla original). Ontem, eram cerca de 60 pessoas. Antes do jogo, Sabrine previa uma partida difícil. No fim, aliviada e emocionada, ela comemorava abraçada á bandeira de seu país.    Também alemão, Armin Benden assistiu ao jogo com a família. Enquanto o patriarca permanecia com a expressão séria, braços cruzados e com os olhos grudados nos telões, os filhos e netos brasileiros, mais descontraídos, tinham enfeites e bandeiras da Alemanha.   “Ele (Armin) sempre torce para a Alemanha. Nós, ficamos divididos, torcemos para o Brasil até a goleada, agora, queremos a Alemanha campeã”, disse a filha Michaela Benden.    A torcida, que passou a maior parte do jogo apreensiva, soltou o grito na hora do gol e não parou mais. A maioria esperou o apito final do juiz em pé e com cantos em alemão. A vitória foi celebrada com abraços, gritos, vibração, mais samba e muito chope. Até  o replay do gol na televisão foi aplaudido.   Os brasileiros que estavam no bar não esqueceram a rivalidade com a Argentina e aproveitaram para cantar músicas de provocação ao país vizinho, lembrando que eles têm apenas duas Copas.

Leia tudo sobre: AlemanhaArgentina