Com gol na prorrogação, Alemanha derruba Argentina e leva o tetra

Mario Götze é o novo herói da conquista, que bateu na trave em 2002 e que, há 24 anos, não acontecia

iG Minas Gerais | THIAGO NOGUEIRA |

ESPORTES - RIO DE JANEIRO RJ - BRASIL - 13.7.2014 - COPA DO MUNDO FIFA 2014 - ARGENTINA x ALEMANHA no Estadio Maracana no Rio de Janeiro RJ.
Foto: Douglas Magno / O Tempo
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ESPORTES - RIO DE JANEIRO RJ - BRASIL - 13.7.2014 - COPA DO MUNDO FIFA 2014 - ARGENTINA x ALEMANHA no Estadio Maracana no Rio de Janeiro RJ. Foto: Douglas Magno / O Tempo

Rio de Janeiro. Alô, Brasil, o melhor futebol do planeta é alemão! Na decisão da Copa das Copas, a Alemanha provou ao mundo da bola que investimento, organização e disciplina fazem um time campeão, aliás um time tetracampeão. Na decisão com a brava Argentina, neste domingo, os europeus fazem história ao conquistar, pela primeira vez em solo sul-americano, um Mundial. Pela quinta vez, uma edição de torneio foi decidida na prorrogação. Mario Götze é o novo herói da conquista, que bateu na trave em 2002 e que, há 24 anos, não acontecia. Nervos à flor da pele. Expressão de seriedade nos olhos dos jogadores. Mas, como é de seu feitio, os alemães impuseram um futebol frio, com passes rápidos e marcação sobre pressão. Sabendo do que o esperava, Alejandro Sabella  deixou a Argentina engatilhada para o contra-golpe. Assim, sempre que chegava, o time platino trazia algum perigo. Naquele recuo atrapalhado de Kroos, Hinguaín, cara a cara com Neuer, poderia ter mudado o rumo da decisão logo no início. Sabia-se que o jogo seria estratégico, quase um tabuleiro de xadrez. Qualquer centímetro poderia mudar os rumos. Ponto para o assistente, que anulou corretamente o gol de Higuaín. Esperava-se muito de Messi que, sempre com boas arrancadas, provocava um alvoroço na defesa argentina. Embora sem gols, a primeira etapa esteve recheada de momentos de perigo para os dois lados. A cabeçada caprichada de Hoewedes na trave que o diga. A segunda etapa começou com bom nível de chances criadas, mas, igualmente, desperdiçadas. Como sempre acontece em jogos mata-mata, o segundo tempo é sempre um misto de cautela – já pensando na prorrogação – e tensão – qualquer erro, seria fatal. O árbitro italiano Nicola Rizzoli, com boa atuação, não poupou na distribuição de cartões. Paulatinamente, o número de oportunidades ficaram cada vez mais escassas. Dependia-se da individualidade de alguém – leia-se Messi – o que, de fato, não ocorreu. Dramaticamente, o jogo se arrastou até o tempo extra. Na prorrogação, a Alemanha se mostrou muito mais a fim de decidir tudo no tempo corrido. Mas quem, na verdade, teve a melhor oportunidade foi Palacio, que tentou em toque de efeito. O tempo de jogo na segunda etapa foi gasto muito pelo atendimento a jogadores, prova da briga em campo. Mas, quando tudo levava a crer que os Mundiais teriam sua terceira decisão por pênalti da história, Götze fez o gol do incontestável título alemão.

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