Esporte e humor ‘puxando votos’

Giovane, Kalil e o Ceguinho disputam para eleger a si próprios e mais alguns candidatos a deputado

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda |

Giovani Gávio diz que foi convidado pelo PSDB a ser candidato
Pedro Silveira / O Tempo
Giovani Gávio diz que foi convidado pelo PSDB a ser candidato

Ter sua candidatura cortejada pelas principais lideranças de seu partido, entre elas o senador e presidenciável Aécio Neves (PSDB) e o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), é o desejo de muitos aspirantes a político. A situação, porém, é facilmente explicada quando o assunto em questão é a possibilidade de eleger mais deputados, já que quanto mais votos e parlamentares têm um partido, maior tempo terá na propaganda eleitoral e mais recursos do fundo partidário serão recebidos.

Foi assim com o ex-jogador de vôlei da seleção brasileira Giovane Gávio (PSDB), o presidente do Clube Atlético Mineiro, Alexandre Kalil (PSB), e com o humorista Geraldo Magela, o “Ceguinho”, também do PSB. Em comum, eles têm o fato de serem considerados “celebridades” e de carregarem nas costas o peso de ter que ajudar a eleger outros tucanos e socialistas nas eleições de outubro para a Câmara dos Deputados.

Considerados puxadores de votos, os três famosos são uma novidade na eleição deste ano. Em 2010, quando ocorreu o último pleito nacional, PSDB e PSB não se preocuparam em lançar nomes já conhecidos pelo público em geral – um erro de estratégia na avaliação de alguns dirigentes partidários.

Neste pleito, os nomes do esporte e do humor mineiro já contam com o apoio integral de suas legendas, uma vez que quanto melhor desempenho tiverem nas urnas, maior será o crescimento do partido após a eleição de 2014.

Presidente do PSDB de Minas, o deputado federal Marcus Pestana explica que Giovane Gávio foi procurado pessoalmente pelos tucanos, que apostam num bom resultado do atleta nas urnas. “Em um momento de crise de confiança no sistema político, é importante trazer para a eleição pessoas com credibilidade do setor artístico, esportivo e empresarial. O Giovane aceitou, e confiamos que ele terá uma boa votação”, aposta o dirigente.

Considerado um dos maiores nomes que já atuaram pela seleção brasileira de vôlei, Giovane se orgulha da parceria que estabeleceu com Aécio Neves e garante que está levando a sério a campanha. “Estou começando a viajar por Minas. Minha meta é conseguir pelo menos 90 mil votos”, diz o atleta.

Dentro do PSB mineiro, acredita-se que será benéfico para a chapa de candidatos a deputado ter Kalil e Magela na disputa. “A gente tem a expectativa de os dois puxarem votos. Além de fazerem o coeficiente eleitoral para que sejam eleitos, achamos que eles darão votos de ‘sobra’ para os demais candidatos”, explica o presidente do partido em Belo Horizonte, João Marcos Lobo. “É a primeira vez que o partido terá um nome artístico numa disputa para deputado”, completa.

No mês passado, Kalil chegou a desistir da candidatura devido às divergências internas no PSB, mas reviu sua posição a pedido do prefeito Marcio Lacerda.

Em 2012, subcelebridades que se arriscaram se deram mal  Ser famoso ou uma subcelebridade não é garantia de sucesso na política. Nas eleições municipais de 2012 em Belo Horizonte, alguns nomes considerados conhecidos pelo eleitorado não conseguiram votos suficientes para assumir uma cadeira no Legislativo.

Conhecido por atuar sempre de forma polêmica na defesa do ex-goleiro Bruno Fernandes, o advogado Ércio Quaresma (PV) tentou uma vaga na Câmara da capital, mas recebeu apenas 346 votos. O mesmo aconteceu com o radialista Álvaro Damião (PSB), que obteve 6.093 votos, o suficiente para ser o segundo suplente do partido.

Outros nomes, como o integrante do Trio Parada Dura, Mangabinha (PMN), o filho do ídolo do Clube Atlético Mineiro Dadá Maravilha, o Dadazinho (PTB), e o ex-jogador Paulo Roberto Prestes (PSC) também se deram mal. 

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