Sonhada por nós, jogada por carrascos e hermanos

Depois de 64 anos, 23.373 dias contados, o mais sedutor palco do planeta recebe Alemanha e Argentina para coroar a melhor seleção da Copa do Mundo do Brasil.Rio de Janeiro

iG Minas Gerais |

Klose entrará em campo como maior artilheiro em Mundiais
Matthias Schrader
Klose entrará em campo como maior artilheiro em Mundiais

Não é a final dos sonhos. Não é a final desejada por 200 milhões de brasileiros. É a decisão mais justa. A decisão mais sensata para aqueles que praticam o futebol mais bonito e eficaz da atualidade. Depois de 64 anos, 23.373 dias contados, o mais sedutor palco do planeta recebe Alemanha e Argentina para coroar a melhor seleção da Copa do Mundo do Brasil.Rio de Janeiro.

Pela segunda vez na história, o Maracanã, de tantas glórias e conquistas, irá imortalizar novos personagens. Será, enfim, a grande tarde de Messi? Será, afinal, o grande epílogo de uma geração de craques alemães?

As perguntas começam a ser respondidas a partir das 16h. Vinte quatro anos depois, teremos uma nova tetracampeã mundial da Europa? Ou um novo tricampeão sul-americano dará as caras em pleno quintal de casa após 28 anos?

Argentinos e alemães se encontram numa decisão pela terceira vez, naquela que é a final mais repetida dos Mundiais. Cada um levou uma. Agora, no dia do tira-teima, a Alemanha tem contra si o fato de nunca um europeu ter conseguido erguer a taça em sete Copas disputadas na América.

Como arma, a Alemanha carrega um futebol coeso, que vem sendo estruturada desde o revés para o Brasil na Copa de 2002. A dívida, paga com juros com os 7 a 1 sobre a seleção brasileira na semifinal, deixou os torcedores perplexos por todos os cantos. Para os germânicos, não. O que aconteceu foi apenas uma aula de organização.

Tendência. Mesmo atônitos com o placar vexatório, os brasileiros não darão as costas ao futebol da moda. Pelo contrário. As camisas amarelas presentes nas arquibancadas prometem empurrar o time carrasco de Joachim Löw.

A falta de rancor é explicada pela simpatia demonstrada pela seleção alemã na estadia pelo país e, claro, pelo fato de o maior rival brasileiro estar em campo do outro lado. Mas nada que intimide os hermanos no Maracanã.

A Argentina, com um futebol cirúrgico e alguns lampejos de magia, tem campanha idêntica à dos alemães na competição mundial, está motivada após vitória dramática sobre a elogiada Holanda na semifinal e também conta com uma legião de fanáticos a seu favor nas cadeiras.

 

Jogo perfeito para bater alemães

Para ser tricampeã mundial, a Argentina precisará fazer um jogo perfeito contra a Alemanha. Pelo menos esse é o pensamento do técnico Alejandro Sabella, que rasgou elogios táticos, técnicos, físicos e emocionais à equipe de Joaquim Löw. “Temos que fazer um jogo perfeito, manter concentração e ocupar os espaços. Não podemos perder a bola em lugares perigosos. Física e taticamente falando, em termos de personalidade, a Alemanha é muito potente, por isso, ganharam vários títulos. Tem um sistema organizado, usam bem os volantes, o espaço entre as linhas, os cruzamentos e a movimentação”, disse Sabella.

Preocupação não só com Messi

Engana-se quem pensa que os alemães estão preocupados apenas com Messi, o camisa 10 eleito quatro vezes como o melhor jogador do mundo pela Fifa. Na visão de Löw, todo o time comandado por Alejandro Sabella inspira cuidados especiais por parte da linha de marcadores do elenco germânico. As facilidades encontradas pela Alemanha no duelo contra o Brasil foram exceção.

“Esse time não é só Messi, pois há jogadores maravilhosos, com Agüero, Di María e Higuaín. Esse jogo será uma final fascinante e a partida contra o Brasil não é a regra da Copa”, avaliou o comandante da equipe alemã.

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