Atrações alinhadas com temas

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Local. Absinto Muito representa a safra recente de bandas e se inspira no rock dos anos 60 e 70
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Local. Absinto Muito representa a safra recente de bandas e se inspira no rock dos anos 60 e 70

O Festival de Inverno da UFMG, desde 2012, vem buscando enfatizar o alinhamento entre as atrações culturais com as propostas temáticas em evidência nos grupos de trabalho ou nas oficinas. De acordo com César Guimarães, coordenador do evento, neste ano isso se reflete na escolha, por exemplo, de bandas recentes da cidade que emergem junto com a atuação dos coletivos artísticos.

“Como o festival vem se abrindo às questões ligadas ao universo desses coletivos, era natural que abrigássemos um volume de artistas que apareceram na cidade nos últimos anos. Estamos, por exemplo, com uma série de bandas que constituem essa nova cena de Belo Horizonte”, diz Guimarães.

Estão previstos, além de apresentações de nomes daqui – como os participantes do Duelo de MCs, o grupo Iconili, Sara Não Tem Nome e Absinto Muito (de Sete Lagoas) –, o pernambucano Siba e o paraense Felipe Cordeiro, dois dos maiores destaques do festival.

Haverá também cortejos de manifestações populares de matriz africana, além de encontros com lideranças indígenas e exibição de filmes produzidos por esses e por ativistas no Cine Maloca.

“Alguns dos títulos discutem a questão da ocupação, às vezes, de forma muito direta. Por exemplo, trazemos alguns dos filmes produzidos por ativistas envolvidos em Recife com o movimento #OcupeEstelita. Há uns quatro curta-metragens feitos pelos próprios ocupantes. É interessante que são registros quase não acabados, feitos justamente para gerar discussões que estão em curso no presente”, diz a curadora Claudia Mesquita. (CAS)

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