‘O Rebu’ explora trama em 24 horas

Novela, que foi exibida originalmente nos anos 70, terá apenas três tempos: durante uma festa, dia anterior e flashbacks

iG Minas Gerais |

 Patrícia Pillar e Tony Ramos estão, basicamente, no centro da história, que circula em torno de um assassinato
Jorge Rodrigues Jorge/CZN
Patrícia Pillar e Tony Ramos estão, basicamente, no centro da história, que circula em torno de um assassinato

O caráter inovador de “O Rebu” atravessou o tempo. 40 anos após a exibição da história de Bráulio Pedroso, a Rede Globo volta a apostar, a partir desta segunda, às 23h, na trama policial marcada por um misterioso assassinato e que tem toda a sua narrativa desenvolvida ao longo de um único dia. Considerado ousado para os padrões da década de 70, o folhetim virou uma referência de qualidade das telenovelas e manteve suas características contemporâneas com o passar dos anos. “São personagens ricos e representam o retrato multifacetado do Brasil. É, sem dúvida, uma história ousada e com arrojo inventivo da narrativa”, ressalta George Moura, que assina a nova versão do folhetim ao lado de Sérgio Goldenberg.  

A trama começa quando a empreiteira Angela Mahler (Patrícia Pillar) promove uma festa, em sua mansão, que reúne negócios e interesses familiares. Com a descoberta de um corpo boiando na piscina durante o evento, todos os convidados passam a ser suspeitos da morte e são interrogados na investigação policial comandada pelo Delegado Nuno Pedroso (Marcos Palmeira).

Para trazer a produção para os dias atuais, a dupla de autores optou por trocar o gênero dos protagonistas Conrad Mahler (Ziembinski) e Cauê (Buza Ferraz) na história original. Agora, os papéis ficam a cargo de Patrícia e Sophie Charlote, que vive a jovem Duda, filha de criação de Angela. “Foi uma mudança tranquila e natural. Hoje, as mulheres ocupam um espaço de poder cada vez maior. É algo que deve ser mostrado. É completamente plausível para a atualidade”, explica Patrícia.

Em 24 horas

Com 36 capítulos, a história se passa em apenas 24 horas e é narrada simultaneamente em três tempos: durante a festa, no dia seguinte e por meio de flashbacks que revelam os principais personagens e os possíveis motivos para estarem envolvidos na morte na piscina.

Por isso mesmo, a continuidade foi um dos pontos de maior atenção da equipe de produção de arte, figurino e cenografia. Cada personagem tem, no mínimo, duas peças de roupas iguais, por exemplo. “É complicado narrar uma história que acontece em três tempos”, ressalta Villamarim.

Locações

Para retratar o universo glamouroso e sofisticado, o diretor José Luiz Villamarim passou cerca de um mês gravando no palácio de Sans Souci, em Buenos Aires, na Argentina.

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