Defesa Civil não tem data para liberar trânsito na Pedro I

A desinterdição depende de um novo trabalho de escoramento da segunda alça do viaduto que não caiu

iG Minas Gerais | LUCIENE CÂMARA |

CIDADES. BELO HORIZONTE, MG.

Comeca o processo de corte do restante do viaduto que desabou na Avenida D. Pedro I. A tecnica consiste em corta-lo com uma maquina de lamina diamantada.

FOTO: LINCON ZARBIETTI / O TEMPO / 12.07.2014
Lincon Zarbietti / O Tempo
CIDADES. BELO HORIZONTE, MG. Comeca o processo de corte do restante do viaduto que desabou na Avenida D. Pedro I. A tecnica consiste em corta-lo com uma maquina de lamina diamantada. FOTO: LINCON ZARBIETTI / O TEMPO / 12.07.2014

Após adiar a liberação do trânsito na avenida Pedro I, que estava prevista para hoje após a queda do viaduto Batalha dos Guararapes, no último dia 3, a Defesa Civil informou que não tem previsão de quando o tráfego de carros e pedestres será permitido no local. A desinterdição, segundo o gerente operacional do órgão, coronel Waldir Figueiredo, depende de um novo trabalho de escoramento da segunda alça do viaduto que não caiu, além de testes de demolição na parte que sobrou da estrutura danificada, serviço que ocupou hoje boa parte das pistas com operários, caminhões e guindaste.

“O trânsito será liberado nos próximos dias. Não iremos fazer previsão do trânsito porque fizemos uma anterior e ela foi alterada. Solicitamos a compreensão de todos de que o trabalho tem sido feito para garantir maior nível de segurança a todos. Entendemos a dificuldade que medidas como essa causam na vida das pessoas, mas o trabalho da Defesa Civil tem o objetivo de garantir a segurança”, declarou Waldir.

O adiamento da liberação da via ocorreu depois que a empresa contratada para fazer o escoramento da alça remanescente fez a apresentação de um novo projeto, “que é mais seguro”, segundo Figueiredo. Embora diga que não há risco dessa segunda estrutura desabar, ele explicou que está sendo feito um reforço no número de estacas metálicas e pontos de sustentação na alça para permitir o trabalho de operários sem a necessidade de mais interdições.

Além disso, a Defesa Civil e a Cowan – empresa responsável pelas obras – deram início ontem a um teste de um novo equipamento de demolição dos cerca de 100 m da parte do viaduto que não caiu. O trabalho teve início às 9h30 e se estendeu até a noite, ocupando parte das pistas. De acordo com o coronel, só segunda-feira sairá o resultado da avaliação sobre esse sistema, que causa menos poeira e trepidação.

Teste. Em cerca de nove horas de trabalho, a nova ferramenta de demolição testada ontem na avenida Pedro I conseguiu remover um bloco de cerca de 1,5 m de um total de cerca de 100 m da alça que ficou à beira da via após o desabamento. A parte retirada foi cortada por um equipamento chamado máquina de corte com fio “diamantado” e içada por guindaste até uma área de despejo não informada, onde será, enfim, quebrada em pedaços menores. A expectativa da Defesa Civil é de que o método seja bem-sucedido.

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