Movimento no cinema do Itaú Power Shopping é grande durante a partida

Torcedores trocam o jogo que valia o terceiro lugar por filme: "quem lembra dos que ficaram em alguma dessas classificações nas copas anteriores?"

iG Minas Gerais | Carlos Andrei Siquara |

Esportes- Contagem MG- To nem ai
No horario do jogo entre Brasil e Holanda que define o terceiro lugar na Copa do Mundo de Futebol 2014, algumas pessoas que nao estao nem ai pro jogo foram ao cinema. Na foto Juliano Augusto da Costa.

FOTO: GUSTAVO BAXTER / O TEMPO / 12.07.2014
GUSTAVO BAXTER / O TEMPO
Esportes- Contagem MG- To nem ai No horario do jogo entre Brasil e Holanda que define o terceiro lugar na Copa do Mundo de Futebol 2014, algumas pessoas que nao estao nem ai pro jogo foram ao cinema. Na foto Juliano Augusto da Costa. FOTO: GUSTAVO BAXTER / O TEMPO / 12.07.2014

Nas outras partidas em que o Brasil foi a campo disputar a vitória da Copa, Miraldo Santos Novais, 48, e a esposa Flávia Cristina Santiago, 37, fizeram festa com os amigos como várias outras pessoas. Neste sábado, no entanto, eles decidiram aproveitar o dia para ir ao cinema com os filhos. Ver a partida da seleção brasileira contra o time da Holanda não estava, assim, entre os planos do casal, que preferiu outra opção de lazer.

“Para mim não fazia mais sentido torcer pelo time nem pelo terceiro lugar no campeonato. Se o Brasil ficar nessa ou na quarta posição não faz a menor diferença agora. Quem lembra dos que ficaram em alguma dessas classificações nas copas anteriores?”, indagou Miraldo Santos Novais.

A opinião do gerente de contas era semelhante a da maioria daqueles que foram às salas do Cinearte, no Itaú Power Shopping, em Contagem. Durante todo confronto, o movimento foi intenso e a sensação era que de fato o torneio já tinha acabado.

“Eu preferi nem ver o jogo. Acho que o Brasil poderia ganhar, mas na minha opinião se a equipe perder vai ser importante ao menos para os jogadores acordarem e perceberem que eles não estão com essa bola toda. Eles têm que descer do salto e melhorar”, opinou Juliano Augusto da Costa, 35, que também diz ter acompanhado todas as outras rodadas que o país jogou. 

Assim como eles, a esteticista Jacqueline Moreira Silva Figueiredo, 47, não quis perder tempo diante da televisão. Porém, no caso dela, a escolha foi muito mais guiada pela vontade de evitar o nervosismo do que de fato a desistência de ver um melhor desempenho do elenco verde e amarelo.

“Eu continua torcendo pelo Brasil, mas vim ao cinema para não sofrer de novo”, disse Jacqueline Moreira Silva Figueiredo, se referindo à decepcionante perda do time para a Alemanha, por 7 a 1, no Mineirão, há quatro dias. “Eu acho que o Brasil ainda merece esse voto de confiança após aquela goleada que o time levou. Não temos que ficar pra baixo. Isso passa e o hexa vai sair daqui a quatro anos”, conclui ela, otimista.