Rússia vai liberar exigência de vistos na Copa de 2018

"Bastará o ingresso e o passaporte", informou o ministro do Esporte do País, Vitaly Mutko

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Site oficial/Divulgação
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Torcedores com ingressos para os jogos da Copa do Mundo da Rússia, em 2018, não precisarão de vistos para entrar no país. "Bastará o ingresso e o passaporte", informou neste sábado (12), no Rio, o ministro do Esporte russo, Vitaly Mutko, que neste domingo (13) acompanha o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ao Maracanã para assistir a partida final do torneio, entre Alemanha e Argentina.

Segundo Mutko, haverá uma breve cerimônia no estádio, cujos detalhes ainda estão sendo definidos, na qual a presidente Dilma Rousseff passará o comando simbólico da próxima Copa para Putin.

Na entrevista, realizada na Casa da Rússia, um centro de relações públicas montado pelo país no Museu de Arte Moderna, centro do Rio, o ministro do Esporte falou sobre as onze cidades sede, que serão agrupadas em quatro regiões geográficas, para facilitar os deslocamentos. Segundo ele, cada uma das sedes receberá no mínimo quatro jogos e no máximo seis.

A abertura e o encerramento acontecerão no estádio Luzhniki, palco das cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas de Moscou, em 1980. O estádio foi fechado em 2013 para obras de modernização para a Copa.

Além de 12 estádios novos ou renovados para a Copa (dois deles em Moscou), o ministro informou que serão construídos campos de treinamento para as seleções em 20 cidades nos arredores das sedes.

Para um grupo de jornalistas predominantemente masculino, Mutko destacou as qualidades de cada uma das sedes. Ao falar sobre Samara, cidade de 1,13 milhão de habitantes na região do rio Volga, centro da indústria aeroespacial russa, disse. "É a cidade onde estão as mulheres mais bonitas da Rússia, será um lugar interessante para visitar".

O ministro do Esporte anunciou também que o estádio do Spartak, já renovado para a Copa, será reinaugurado no dia 5 de setembro, quase quatro anos antes do início do próximo torneio.

DESEMPENHO FRACO

Mutko, que acumula o Ministério do Esporte com a presidência do Comitê Organizador Local da Copa de 2018, reclamou do desempenho da seleção de seu país, eliminado ainda na primeira fase. "Foi abaixo do que o time poderia jogar. Deveríamos ter passado para a próxima fase, mas saímos em boa companhia", disse, referindo-se à eliminação de Inglaterra, Espanha e Itália.

O que se pode esperar para os próximos quatro anos, disse o ministro, é um investimento pesado no futebol para que o desempenho fraco de 2014 não se repita. "Queremos fazer a final contra o Brasil em 2018", disse, otimista com relação às duas equipes.

Para isso, disse, o país vai investir o equivalente a R$ 100 milhões por ano no futebol do país --não no profissional, mas na formação de novos jogadores. O dinheiro será usado para construir campos nas escolas e no aprimoramento de jogadores das divisões de base. Mutko chegou a citar a possibilidade de limitar o número de atletas estrangeiros nos times de futebol do país como uma estratégia para fortalecer jogadores nacionais, mas não especificou como isso poderia ser feito. Durante a entrevista, Mutko citou o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, a quem se referiu como "um grande amigo". "Quando era presidente da CBF, Teixeira uma vez me disse que eu era um homem de sorte porque, no Brasil, quando a seleção perdia, no dia seguinte 200 milhões de pessoas o xingavam; na Rússia, a população é de 143 milhões de habitantes".

RACISMO E VIOLÊNCIA NOS ESTÁDIOS

Ao ser questionado sobre casos de racismo ocorridos em estádios russos --em outubro de 2013 o CSKA foi punido pela Fifa depois que seus torcedores entoaram cânticos racistas contra o jogador Yaya Touré, do Manchester-- o ministro disse que "os russos não têm o monopólio dos casos de racismo ou de violência" e que o país é aberto a jogadores de todas as nacionalidades. Mas informou que uma nova lei está sendo elaborada para tornar mais rígidas as punições contra torcedores que cometam atos de racismo ou de violência nos estádios. A lei também aumenta as sanções aos clubes, informou.

Ao responder a mais uma pergunta de um jornalista inglês sobre racismo e violência em estádios russos, Mutko disse, em tom irônico, que os ingleses têm fixação no tema. Inglaterra, Espanha e Portugal concorreram com a Rússia para sediar a próxima Copa.

"A Copa do Mundo não é um evento só russo, ou só brasileiro. Se queremos celebrar o futebol, temos que lutar todos juntos por isso desde agora", disse, para em seguida elogiar o evento realizado no Brasil. "Será um desafio organizar algo semelhante em meu país. O nível futebolístico foi muito elevado e a atmosfera, única", disse.

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