Mineiro defende goleiro da Copa de 50 e cita: ‘Vilão agora é Felipão'

Torcedor levou faixa de apoio ao goleiro Barbosa, considerado por alguns o grande culpado pela tragédia brasileira na Copa de 64 anos atrás

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI E GULHERME GUIMARÃES |

José Lopes fez questão de levar faixa em homenagem ao goleiro Barbosa para o estádio Mané Garrincha
GUILHERME GUIMARÃES - WEBREPÓRTER
José Lopes fez questão de levar faixa em homenagem ao goleiro Barbosa para o estádio Mané Garrincha

BRASÍLIA (DF). Maracanazo, Mineirazo, qual doeu mais, quem foi mais vilão, personagens da Copa de 1950 ou de 2014? Perguntas que os brasileiros vão fazer durante bastante tempo e, quem sabe, não vão encontrar respostas. Alguns até conseguem responder e defender os antigos jogadores. Caso do mineiro José Lopes, 47, morador da cidade de Bom Despacho.

Nas proximidades do estádio Mané Garrincha, em Brasília, onde a seleção brasileira enfrentará a Holanda no jogo que definirá o terceiro colocado do Mundial, neste sábado, José Lopes exibia com orgulho uma faixa. Nela os seguintes dizeres: “Barbosa-1950. Finalmente te deixarão descansar em paz...”.

“Ainda durante o jogo, quando vi o Brasil sendo massacrado por 7 a 1 pela Alemanha, o meu primeiro pensamento foi de que o Barbosa poderia estar vivo para ver o que aconteceu. Talvez ele se sentisse aliviado por não ficar marcado na história como o personagem da pior coisa que aconteceu com a seleção em Copas disputadas no Brasil”, comentou Lopes, que já escolhe os novos vilões.

“São vários os vilões. A começar pela CBF, pela forma como ela escolhe os técnicos. O que acontece dentro da entidade a gente não sabe. Sabemos que a primeira vista seria o Felipão o novo vilão. Ele é o responsável pelo esquema de jogo”, alfinetou.

Escolhendo o comandante como o personagem principal do Mineirazo, José Lopes espera que o treinador deixe o comando do Brasil para dar lugar a alguém com “novas ideias”.

“Não quero o Felipão dando continuidade. Tem muito nome para assumir, Tite, Marcelo Oliveira, pessoas que estudam e têm ideias novas, visões diferentes”, opinou.

Sobre o valor de um terceiro lugar em Copa do Mundo, a resposta era uma só. E direta:  “Um jogo atípico, para empatar e ser decidido em prorrogação. Partida que não tem valor algum, infelizmente”, concluiu.